10. Com fé de centuriões!


“O centurião disse: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa.
Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado.” (Mt 8,8)
Assim, o espaço entre o escuro e a luz,
O instante entre o olhar e o toque,
Entre o dizer e o silêncio,
Entre o nada e o tudo,
É suprido pelo abraço que se antecipa
Nos passos que se aproximam…
(João Jr e Víctor)
Como cristãos, podemos afirmar com segurança que Jesus quer entrar em nossa casa, com tudo o que ele é, com tudo o que ele deseja, com tudo o que ele faz. Ele tem como propósito, como ideia fixa, encher com seu perfume cada canto de nossa interioridade, povoar com seu amor cada esquina de nosso coração. O encontro com Jesus na intimidade nos enche de vida, de alegria, de paz, de criatividade, de caridade para com os demais. Enche-nos de entusiasmo, ou seja, deixa-nos cheios dele próprio. E, logicamente, feita uma experiência assim e cientes de nossa fraqueza, buscamos mais, desejamos cada vez mais o consolo de Deus em nossa vida.
Um problema muito comum é confundir “o Deus do consolo” com “o consolo de Deus”, e sair sedentos à busca de consolo, esquecendo-nos do Senhor e de sua vontade, única fonte de consolo verdadeiro. Até as melhores orações podem acabar no pedido de sentir a alegria, a paz, o entusiasmo e a vontade de seguir em frente (certamente, todas essas coisas são boas e sinais da presença de Jesus), perdendo um pouco de vista que o Espírito sopra onde ele quer e que, às vezes, nos conduz ao deserto para robustecer e purificar o nosso amor, ali onde tudo parece ausência.
Quem é capaz, como o centurião, de dizer ao Senhor “eu não sou digno de que entres em minha casa” é capaz de confiar-se a ele, sem pedir sinais, é capaz de entregar-se ao Deus da vida, que quer a plenitude dos seus filhos. Quem assim o faz é capaz de sentir a liberdade de pedir ao Senhor a vida sem o privilégio da visita, sem a honra da presença sensível: “Senhor, diante dessa situação de morte, de paralisia, quero seguir tua palavra porque sei que ela é a única portadora de vida. Não te peço alegrias de antemão para ser instrumento de vida com facilidade, mas tua graça e amor para ser e fazer o que tu queres, quando tu quiseres e como tu queres”.
E quem se confia ao Deus da vida, ao seu projeto de amor, ao dom de Jesus Cristo, ao amor como capacidade inesgotável de salvar, está em condições de ficar de olho naqueles que menos vida têm; eles vão-se tornando nossos prediletos, porque são prediletos de Deus. Nossa fé se traduz em amor generoso! E, ali onde nossa ação não tem mais o que fazer, crescemos na esperança. Contigo, Senhor, sempre somos vencedores!
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