85. Vacina para vergonha
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29.01.2021 | 3 minutos de leitura

Diversos

O processo de vacinação no Brasil é uma vergonha para o povo do país e diante dos olhos estrangeiros. Um acontecimento de precedentes tão absurdos quanto à própria pandemia que o obriga, mas não o condiciona. O que acontece no Brasil hoje surpreende não pela realidade, mas pela excepcionalidade. Seguimos com a esperança equilibrista entre as pessoas que por má fé ou convicção continuam negando a ciência e a vacina e aqueles que sabendo não serem os destinatários da primeira dose não se intimidam em recebê-la no lugar de profissionais de saúde que estão atuando incansavelmente desde o início da Pandemia para salvar vidas.
Embora um feixe de luz tenha passado pela brecha aberta pelo trabalho rigoroso de médicos e cientistas, uma enxurrada de notícias falsas continua sendo compartilhada por aplicativos de mensagens provocando o caos da desinformação. Essa desinformação pode ser percebida na fala de negação de amigos e conhecidos que afirmam que não irão se vacinar tão logo seja possível, por não acreditarem na eficácia do produto ou mesmo por outras crenças facilmente refutadas. A esse grupo se somam mais radicalmente os negacionistas que não somente negam a pandemia como a altíssima letalidade do vírus e o cenário de guerra que países e regiões do mundo enfrentam há quase um ano. As ações desses grupos são catastróficas porque desmobilizam o acolhimento da medida mais eficaz contra a doença que segue devastando vidas por onde passa.
Mas as trevas são tão densas sobre o país que já poderíamos imaginar que a distribuição das pouquíssimas doses de vacina, além de se dar de maneira desorganizada, iria se encontrar com o péssimo hábito do \"jeitinho brasileiro\", que tolera diante de luzes e câmeras a corrupção dos que furam a fila da vacina, tomando a vez de quem deveria recebê-la por estar atuando decisivamente nesse momento. O que esperar de um povo que procura levar vantagem às custas do prejuízo dos outros? Foi muito ingênuo acreditar que viveríamos mais um momento da história sem presenciar o \"que se danem os outros\" ou o \"eles que lutem\" reverenciando a indiferença e o egoísmo de algumas pessoas.
Para um país de maioria cristã, essas posturas se configuram como um escândalo sem proporções. Conforme se pronunciou o papa Francisco, o assentimento de tomar a vacina é uma decisão ética, porque se trata da preservação da própria vida e da vida dos outros. Torna-se antiético, por sua vez, passar à frente de quem está nas fileiras do perigo da contaminação, deixando-os persistirem em graves situações de risco para a existência. Para a fé, a máxima é preservar a vida, precisamente entregar a própria vida, se preciso for, para que ela seja mais plena e abundante. Toda ação na contramão dessa máxima não é só vergonha, é atentado criminoso contra o próximo e a coletividade.
Embora um feixe de luz tenha passado pela brecha aberta pelo trabalho rigoroso de médicos e cientistas, uma enxurrada de notícias falsas continua sendo compartilhada por aplicativos de mensagens provocando o caos da desinformação. Essa desinformação pode ser percebida na fala de negação de amigos e conhecidos que afirmam que não irão se vacinar tão logo seja possível, por não acreditarem na eficácia do produto ou mesmo por outras crenças facilmente refutadas. A esse grupo se somam mais radicalmente os negacionistas que não somente negam a pandemia como a altíssima letalidade do vírus e o cenário de guerra que países e regiões do mundo enfrentam há quase um ano. As ações desses grupos são catastróficas porque desmobilizam o acolhimento da medida mais eficaz contra a doença que segue devastando vidas por onde passa.
Mas as trevas são tão densas sobre o país que já poderíamos imaginar que a distribuição das pouquíssimas doses de vacina, além de se dar de maneira desorganizada, iria se encontrar com o péssimo hábito do \"jeitinho brasileiro\", que tolera diante de luzes e câmeras a corrupção dos que furam a fila da vacina, tomando a vez de quem deveria recebê-la por estar atuando decisivamente nesse momento. O que esperar de um povo que procura levar vantagem às custas do prejuízo dos outros? Foi muito ingênuo acreditar que viveríamos mais um momento da história sem presenciar o \"que se danem os outros\" ou o \"eles que lutem\" reverenciando a indiferença e o egoísmo de algumas pessoas.
Para um país de maioria cristã, essas posturas se configuram como um escândalo sem proporções. Conforme se pronunciou o papa Francisco, o assentimento de tomar a vacina é uma decisão ética, porque se trata da preservação da própria vida e da vida dos outros. Torna-se antiético, por sua vez, passar à frente de quem está nas fileiras do perigo da contaminação, deixando-os persistirem em graves situações de risco para a existência. Para a fé, a máxima é preservar a vida, precisamente entregar a própria vida, se preciso for, para que ela seja mais plena e abundante. Toda ação na contramão dessa máxima não é só vergonha, é atentado criminoso contra o próximo e a coletividade.
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