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56. O que Deus manda?

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24.11.2015 | 3 minutos de leitura
Anderson Teodoro
Crônicas
56. O que Deus manda?

“Sede todos unânimes, compassivos,

cheios de amor fraterno,

misericordiosos
e humildes de espírito” (1Pd 3,8).


                                                          

“É preciso amar as pessoas

como se não houvesse amanhã...” 

(Renato Russo)



O que Deus manda?


Impressionante! Dois mil anos se passaram, Jesus encantou a muitos de seu tempo, encanta ainda hoje e encantará séculos afora. Foi obediente ao extremo, encarnou-se na nossa história, tornou-se homem como nós, viveu inserido numa cultura, num tempo e num espaço, foi cumpridor da Lei de seu povo e dos mandamentos do Pai. Foi verdadeiramente livre das amarras de sua existência, soube ser livre e, como canta nosso eterno Renato Russo, soube amar as pessoas como se não houvesse amanhã.


Estamos em 2015 e, nesses tempos pós-modernos, em plena era digital, de avanços tecnológicos, no auge da cibernética onde temos muitas informações, ficamos às vezes confusos. No corre-corre da vida, onde ninguém tem tempo, todo mundo trabalha demais, estuda demais, acabamos nos perdendo. Na ganância do ter, esquecemos de ser e de viver e deixamos de lado aquilo que Deus manda. Você sabe o que Deus manda? Dizem por aí que Deus manda muita coisa. Concordo em parte, mas – na verdade – Deus manda mesmo é amar, amar, amar e amar.


Num mundo tão agitado, esquecemo-nos não só de amar, mas de como amar. As leis criadas para trazerem controle e harmonia, acabam se tornando peso na vida de muitos. Debruçados sobe muitos afazeres, não temos mais tempo para o amor. Porque o amor exige dedicação, cuidado e tempo. A raposa disse ao Pequeno Príncipe: “Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”. Amar gasta tempo porque amar é sair de si e ir ao encontro do outro; amar é doar-se, é aceitar o outro como ele é, com seus defeitos e qualidades.


Mas foi este o mandamento que Jesus nos confiou; este é seu legado deixado aos que creem: “Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei” (Jo 13,34). Por mais difícil que seja, é preciso seguir firme sem esmorecer na tarefa do amor; ficar parado é dar bobeira. O próprio Jesus viveu em constante movimento; poucas vezes nos Evangelhos temos relatos que ele se encontrasse em casa. Estava sempre a caminho, na beira da praia, em cima de uma barca, ensinando aqui, curando acolá, na casa de um amigo, jantando com um pecador... A vida é movimento! Jesus estava sempre indo em direção ao outro, fazendo comunhão de vida com os que ele encontrava. Para que a comunhão aconteça, é preciso um coração disposto; é preciso estar disponível ao amor. Como diz a Primeira Carta de Pedro: “Sede todos unânimes, compassivos, cheios de amor fraterno, misericordiosos e humildes de espírito” (1Pd 3,8). Toda hora é hora do amor. Bem cantou Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora que esperar não é saber; quem sabe faz a hora não espera acontecer”.


Problemas nos relacionamentos sempre teremos, mas soluções sempre aparecem, cada qual a seu tempo. É preciso seguir, somos todos aprendizes, discípulos, continuadores da missão de Jesus. É preciso seguir confiando e fazendo aquilo que Deus manda: amar, amar, amar e “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.





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