94. Reconhecimento tardio
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16.05.2021 | 8 minutos de leitura

Diversos

Contra a centralização dos ministérios nas mãos dos presbíteros temos bem mais que o argumento que Jesus de Nazaré e seus apóstolos eram leigos e não receberam o sacramento da ordem. Um pouco de conhecimento bíblico e uma boa eclesiologia são suficientes para desmontar o modelo piramidal de Igreja que hoje ainda vigora, apesar de todos os avanços. E essa não é uma afirmação de esquerdistas, marxistas, comunistas e coisa e tal. O próprio Código de Direito Canônico, de 1983, nos cânones 331; 333,3; 1404; 1372, atesta que a Igreja tem organização monárquica.
O conhecimento bíblico ajuda a perceber que, nas origens, coexistiram vários modelos de organização eclesial, com grande diversidade ministerial: anciãos ou presbíteros e diáconos, bispos e diáconos, mestres e doutores; pastores e profetas etc. Tudo isso sem falar no feminino: lideranças em cuja casa se reuniam as comunidades, como Maria mãe de João Marcos (At 12,12); discípulas como Maria Madalena (Lc 8,1-3), confundida com a mulher adúltera de Jo 8,1-11; diaconisas como Febe (Rm 16,1), profetizas como as filhas de Felipe (At 21,9) etc. a quem os ministérios hoje são negados simplesmente pelo fato de serem mulheres.
Uma boa eclesiologia faz ver que esse modelo piramidal, de uma Igreja hierarquicamente perfeita, não se ajusta ao tempo atual e muito menos se coaduna com o pensamento do Vaticano II, que privilegia a imagem eclesial Povo de Deus. Além dessas imagens de Igreja, outras possibilidades vêm ganhando espaço como o reconhecimento da Igreja como Templo do Espírito, que não recusa certa organização inclusive a instituição de ministérios, mas que certamente se mostra mais leve sob a ação do Espírito.
A redução dos múltiplos ministérios em um único modelo piramidal e monárquico, estabelecido a partir dos três graus do ministério ordenado – diáconos, presbíteros e epíscopos –, empobreceu a Igreja e favoreceu o aparecimento de um iceberg cuja ponta visível é o clericalismo, hoje tão combatido pelo papa. Chamado por Francisco de "câncer que está aleijando o mundo católico", o clericalismo vem sendo enfrentado com grandes gestos e pequenas decisões do bispo de Roma.
Francisco é o papa dos gestos proféticos e escandalosos: na sua primeira manifestação pública, curvou-se para receber as bênçãos do povo; depois, dispensou indumentárias que poderiam simbolizar poder e distingui-lo como um monarca; passou a comer com os funcionários e tem sido um verdadeiro lavador de pés dos pobres mostrando que, no seguimento de Jesus, poder é serviço.
Além de gestos significativos, o papa dos pobres tem tomado pequenas decisões que fazem os católicos esperançarem. Iniciativas como retomar os estudos sobre o diaconato das mulheres, que fora interrompido no século 5º, e recuperar a discussão sobre a ordenação de homens casados, excluídos do ministério ordenado depois do Sínodo de Elvira (295-302), são alguns vagalumes em meio à névoa machista e clerical que se instalou na Igreja.
Sua mais recente iniciativa foi instituir o ministério dos catequistas pelo motu proprio Antiquum ministerium. A decisão causou isso e reboliço. Houve entusiasmo da parte de uns, como se essa decisão implicasse em grandes mudanças, enquanto outros passaram a resmungar pelos cantos, descontentes com o sumo pontífice, que parece "querer acabar com a Igreja", dizem eles.
A iniciativa de Francisco de reconhecer o trabalho pastoral dos catequistas como um ministério vem tarde. São milhares de anos em que se mantiveram praticamente no anonimato, sem qualquer reconhecimento dos ministros ordenados e da comunidade eclesial. Fora raras exceções, o trabalho da catequese não goza do apoio necessário dos párocos. Primeiro são chamados para o serviço de catequizar num toque de caixa, com um convite mal feito e apelativo nas missas dominicais. Depois, sem material e sem acompanhamento formativo, os catequistas – qual cegos em tiroteio – correm para lá e para cá, sob granadas de reclamações de pais, padrinhos e outros cristãos, cujo consumismo sacramental lhes dá o direito de exigir que seus filhos sejam batizados, recebam a primeira eucaristia e sejam crismados. Chegamos ao cúmulo de o catequista pagar para trabalhar. Porque a paróquia tem dinheiro para comprar bons carros e boas casas mas não para investir no trabalho evangelizador, os catequistas tiram do próprio bolso o necessário para fazer a catequese acontecer. Compram lápis, cartolinas, lápis de cor, fitas adesivas, velas, flores e tantos outros materiais para dinamizar com atividades lúdicas e orantes os encontros catequéticos. Quando pleiteiam uma formação específica, logo escutam do ministro ordenado o mantra conhecido: "Podem trazer quem quiserem para dar curso para vocês, mas não temos dinheiro para bancar a formação". Sedentos de conhecimento e de espiritualidade, os catequistas se mobilizam fazendo bazar, rifas e bingos para arrecadar fundos que possibilitem realizar encontros, estudos, momentos de oração e festa. Triste realidade!
Além de causar polêmica, a iniciativa de Francisco de instituir o exercício dos catequistas como um ministério se mostra uma faca de dois gumes. Por um lado, é com alegria que a maioria dos catequistas recebe o reconhecimento de sua ação apostólica da parte do bispo de Roma. Além disso, fica claramente dita por Francisco sua preocupação com a tarefa evangelizadora da Igreja, o que ajuda a enfraquecer a pastoral sacramentalista e favorece uma pastoral mais missionária. Tudo isso traz esperança e faz arder os corações daqueles que não medem esforços para anunciar o evangelho.
Por outro lado, a iniciativa do papa causa preocupação a alguns. A instituição do ministério dos catequistas seria uma descentralização do ministério ordenado ou uma clericalização dos leigos? A mesma pergunta já foi feita acerca do diaconato permanente, atribuído a homens casados. E a resposta não é simples. Conhecendo bem os trâmites internos da instituição-Igreja, não duvidamos que o tiro saia pela culatra e que a boa intenção do papa se torne não só ineficaz como perigosa. Se é intolerável a centralização de poder nas mãos dos presbíteros, também nefasta é a formação do chamado super-leigo, aquele cristão que se acha mais sábio e mais atuante que todos os outros servidores do Reino.
Essas figuras não são incomuns nas paróquias. Aqui e ali elas dão as caras. Recordo-me de certa vez que fui a uma paróquia dar um curso para os catequistas. Lá pelas tantas, um jovenzinho de 18 anos sacou um Catecismo da Igreja Católica da cintura e me ameaçou de excomunhão, sob a suspeita de falar heresia e espalhar um cisma. Meus quarenta anos de serviço à Igreja, sendo dez anos de estudos teológicos, quinze anos de docência no curso de teologia em duas ótimas instituições, mais uma coleção de catequese com dez livros publicados por editora reconhecida e uma porção de artigos escritos sobre catequese, tudo isso não valia nada diante da pseudo-ortodoxia do catequista recém-chegado. Sentindo-se um super-leigo mais católico que o papa, achou-se no direito de me enfrentar e de questionar minha formação. Receio que a instituição do ministério do catequista venha a dar "asas a essas cobras", avalizando a ignorância dos bem intencionados e despreparados catequistas para o serviço da Igreja.
Somos gratos ao papa Francisco por essa iniciativa, mas ela será inócua se não vier acompanhada de apurada formação dos catequistas, do incentivo financeiro para o exercício da catequese e da compreensão ampliada do ministério catequético para além da preparação para a recepção dos sacramentos. Estaríamos clericalizando os catequistas ao conferir-lhes um ministério sem o investimento teológico necessário para que desempenhem bem sua função. E a emenda pode ficar pior que o soneto. Esperamos que não. Torcemos para que a instituição desse ministério traga aos catequistas o reconhecimento do que realmente são: discípulos e missionários de Cristo.
Por fim, nunca é muito lembrar nossos pais na fé. Recordo dom Luciano Mendes, com quem tive a graça de conviver na arquidiocese de Mariana. Certa vez, em assembleia diocesana, os leigos insistiam, contra a oposição de uns presbíteros, que deveria ser "legislada" a formação laical, de modo que nenhum pároco pudesse se esquivar desse compromisso. Em meio ao impasse, mais sábio que Salomão, o bispo dos pobres disse: "Meus filhos, acalmem-se. Vão e façam a formação! A Igreja é velha e pesada, difícil de aceitar mudanças. Então, a história ensina: primeiro o povo vive; depois a instituição, resignada, legisla". É o caso da instituição do ministério dos catequistas: Francisco, com o motu próprio, apenas legisla o que já existe. Ainda que tardio o reconhecimento, a gente se alegra.
O conhecimento bíblico ajuda a perceber que, nas origens, coexistiram vários modelos de organização eclesial, com grande diversidade ministerial: anciãos ou presbíteros e diáconos, bispos e diáconos, mestres e doutores; pastores e profetas etc. Tudo isso sem falar no feminino: lideranças em cuja casa se reuniam as comunidades, como Maria mãe de João Marcos (At 12,12); discípulas como Maria Madalena (Lc 8,1-3), confundida com a mulher adúltera de Jo 8,1-11; diaconisas como Febe (Rm 16,1), profetizas como as filhas de Felipe (At 21,9) etc. a quem os ministérios hoje são negados simplesmente pelo fato de serem mulheres.
Uma boa eclesiologia faz ver que esse modelo piramidal, de uma Igreja hierarquicamente perfeita, não se ajusta ao tempo atual e muito menos se coaduna com o pensamento do Vaticano II, que privilegia a imagem eclesial Povo de Deus. Além dessas imagens de Igreja, outras possibilidades vêm ganhando espaço como o reconhecimento da Igreja como Templo do Espírito, que não recusa certa organização inclusive a instituição de ministérios, mas que certamente se mostra mais leve sob a ação do Espírito.
A redução dos múltiplos ministérios em um único modelo piramidal e monárquico, estabelecido a partir dos três graus do ministério ordenado – diáconos, presbíteros e epíscopos –, empobreceu a Igreja e favoreceu o aparecimento de um iceberg cuja ponta visível é o clericalismo, hoje tão combatido pelo papa. Chamado por Francisco de "câncer que está aleijando o mundo católico", o clericalismo vem sendo enfrentado com grandes gestos e pequenas decisões do bispo de Roma.
Francisco é o papa dos gestos proféticos e escandalosos: na sua primeira manifestação pública, curvou-se para receber as bênçãos do povo; depois, dispensou indumentárias que poderiam simbolizar poder e distingui-lo como um monarca; passou a comer com os funcionários e tem sido um verdadeiro lavador de pés dos pobres mostrando que, no seguimento de Jesus, poder é serviço.
Além de gestos significativos, o papa dos pobres tem tomado pequenas decisões que fazem os católicos esperançarem. Iniciativas como retomar os estudos sobre o diaconato das mulheres, que fora interrompido no século 5º, e recuperar a discussão sobre a ordenação de homens casados, excluídos do ministério ordenado depois do Sínodo de Elvira (295-302), são alguns vagalumes em meio à névoa machista e clerical que se instalou na Igreja.
Sua mais recente iniciativa foi instituir o ministério dos catequistas pelo motu proprio Antiquum ministerium. A decisão causou isso e reboliço. Houve entusiasmo da parte de uns, como se essa decisão implicasse em grandes mudanças, enquanto outros passaram a resmungar pelos cantos, descontentes com o sumo pontífice, que parece "querer acabar com a Igreja", dizem eles.
A iniciativa de Francisco de reconhecer o trabalho pastoral dos catequistas como um ministério vem tarde. São milhares de anos em que se mantiveram praticamente no anonimato, sem qualquer reconhecimento dos ministros ordenados e da comunidade eclesial. Fora raras exceções, o trabalho da catequese não goza do apoio necessário dos párocos. Primeiro são chamados para o serviço de catequizar num toque de caixa, com um convite mal feito e apelativo nas missas dominicais. Depois, sem material e sem acompanhamento formativo, os catequistas – qual cegos em tiroteio – correm para lá e para cá, sob granadas de reclamações de pais, padrinhos e outros cristãos, cujo consumismo sacramental lhes dá o direito de exigir que seus filhos sejam batizados, recebam a primeira eucaristia e sejam crismados. Chegamos ao cúmulo de o catequista pagar para trabalhar. Porque a paróquia tem dinheiro para comprar bons carros e boas casas mas não para investir no trabalho evangelizador, os catequistas tiram do próprio bolso o necessário para fazer a catequese acontecer. Compram lápis, cartolinas, lápis de cor, fitas adesivas, velas, flores e tantos outros materiais para dinamizar com atividades lúdicas e orantes os encontros catequéticos. Quando pleiteiam uma formação específica, logo escutam do ministro ordenado o mantra conhecido: "Podem trazer quem quiserem para dar curso para vocês, mas não temos dinheiro para bancar a formação". Sedentos de conhecimento e de espiritualidade, os catequistas se mobilizam fazendo bazar, rifas e bingos para arrecadar fundos que possibilitem realizar encontros, estudos, momentos de oração e festa. Triste realidade!
Além de causar polêmica, a iniciativa de Francisco de instituir o exercício dos catequistas como um ministério se mostra uma faca de dois gumes. Por um lado, é com alegria que a maioria dos catequistas recebe o reconhecimento de sua ação apostólica da parte do bispo de Roma. Além disso, fica claramente dita por Francisco sua preocupação com a tarefa evangelizadora da Igreja, o que ajuda a enfraquecer a pastoral sacramentalista e favorece uma pastoral mais missionária. Tudo isso traz esperança e faz arder os corações daqueles que não medem esforços para anunciar o evangelho.
Por outro lado, a iniciativa do papa causa preocupação a alguns. A instituição do ministério dos catequistas seria uma descentralização do ministério ordenado ou uma clericalização dos leigos? A mesma pergunta já foi feita acerca do diaconato permanente, atribuído a homens casados. E a resposta não é simples. Conhecendo bem os trâmites internos da instituição-Igreja, não duvidamos que o tiro saia pela culatra e que a boa intenção do papa se torne não só ineficaz como perigosa. Se é intolerável a centralização de poder nas mãos dos presbíteros, também nefasta é a formação do chamado super-leigo, aquele cristão que se acha mais sábio e mais atuante que todos os outros servidores do Reino.
Essas figuras não são incomuns nas paróquias. Aqui e ali elas dão as caras. Recordo-me de certa vez que fui a uma paróquia dar um curso para os catequistas. Lá pelas tantas, um jovenzinho de 18 anos sacou um Catecismo da Igreja Católica da cintura e me ameaçou de excomunhão, sob a suspeita de falar heresia e espalhar um cisma. Meus quarenta anos de serviço à Igreja, sendo dez anos de estudos teológicos, quinze anos de docência no curso de teologia em duas ótimas instituições, mais uma coleção de catequese com dez livros publicados por editora reconhecida e uma porção de artigos escritos sobre catequese, tudo isso não valia nada diante da pseudo-ortodoxia do catequista recém-chegado. Sentindo-se um super-leigo mais católico que o papa, achou-se no direito de me enfrentar e de questionar minha formação. Receio que a instituição do ministério do catequista venha a dar "asas a essas cobras", avalizando a ignorância dos bem intencionados e despreparados catequistas para o serviço da Igreja.
Somos gratos ao papa Francisco por essa iniciativa, mas ela será inócua se não vier acompanhada de apurada formação dos catequistas, do incentivo financeiro para o exercício da catequese e da compreensão ampliada do ministério catequético para além da preparação para a recepção dos sacramentos. Estaríamos clericalizando os catequistas ao conferir-lhes um ministério sem o investimento teológico necessário para que desempenhem bem sua função. E a emenda pode ficar pior que o soneto. Esperamos que não. Torcemos para que a instituição desse ministério traga aos catequistas o reconhecimento do que realmente são: discípulos e missionários de Cristo.
Por fim, nunca é muito lembrar nossos pais na fé. Recordo dom Luciano Mendes, com quem tive a graça de conviver na arquidiocese de Mariana. Certa vez, em assembleia diocesana, os leigos insistiam, contra a oposição de uns presbíteros, que deveria ser "legislada" a formação laical, de modo que nenhum pároco pudesse se esquivar desse compromisso. Em meio ao impasse, mais sábio que Salomão, o bispo dos pobres disse: "Meus filhos, acalmem-se. Vão e façam a formação! A Igreja é velha e pesada, difícil de aceitar mudanças. Então, a história ensina: primeiro o povo vive; depois a instituição, resignada, legisla". É o caso da instituição do ministério dos catequistas: Francisco, com o motu próprio, apenas legisla o que já existe. Ainda que tardio o reconhecimento, a gente se alegra.
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