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116. A resposta que vem da experiência

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07.03.2022 | 3 minutos de leitura
Pe. Geraldo Martins Dias
Diversos
116. A resposta que vem da experiência
A pergunta de Jesus aos discípulos sobre o que as pessoas pensam dele remete-nos àquele pensamento atribuído a Santo Agostinho: “Só se ama aquilo que se conhece”. É verdade, precisamos conhecer bem a Jesus Cristo para que nosso amor a Ele seja verdadeiro e transformador. E para conhecê-Lo, é necessário que caminhemos com Ele e que escutemos atentos seus ensinamentos.
O texto de Mateus, proclamado nesse dia em que celebramos a festa da Cátedra de São Pedro, permite-nos, pelo menos, quatro constatações diante da pergunta “quem dizem ser o Filho do Homem?” (Mt 16,12). A primeira é que uma visão superficial de Jesus nos leva a confundi-lo com um profeta do passado. Esta visão é própria daqueles que veem Jesus como um milagreiro, um curandeiro e a Ele recorrem apenas para se beneficiar de sua caridade. Dificilmente se colocarão como seus discípulos/as, dispostos a segui-Lo na radicalidade que Ele exige.

A segunda constatação é que essa pergunta de Jesus exige uma resposta pessoal. A fé é experiência pessoal, ainda que vivida e testemunhada comunitariamente. Não nos é permitido, portanto, repetir a resposta dos outros – “alguns dizem que és...”. A resposta de Pedro nasce do seguimento e da convivência com Jesus, mesmo que a revelação da verdadeira identidade de Cristo lhe venha do Pai, conforme afirma o próprio Jesus (cf. Mt 16,17). Não podemos ser cristãos/católicos baseados unicamente numa espécie de hereditariedade – porque meu avô e minha avó sempre foram católicos, porque minha mãe era católica... A fé é convicção pessoal a partir da experiência que se faz de Jesus.

A missão nasce da convicção de quem é Jesus. Essa é a terceira constatação. À afirmação de Pedro: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, Jesus responde com a missão: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja” (Mt 16,18). Não descobre verdadeiramente sua missão quem não tiver convicção de quem é Jesus para ele.

A última constatação é de que nossa vida depende da resposta que dermos a essa pergunta de Jesus. Ela tem o poder de mudar toda nossa vida. Só conseguiremos descobrir o rumo de nossa vida no dia em que tivermos clareza de quem é Jesus para nós. Não podemos ficar repetindo a resposta dos outros, tampouco podemos afirmar nossa fé a partir da fé dos outros. Se não estivermos convencidos de quem é Jesus e o que Ele significa para cada um de nós, não nos encontraremos e viveremos de aparência.

Lembra o Papa Francisco que à pergunta de Jesus, “cada um deve dar uma resposta que não seja teórica, mas que envolva fé, isto é, vida, porque fé é vida!” (23.08.20). A história registra um sem números de pessoas que assim fizeram e deram nova direção à sua vida como, por exemplo, Santo Inácio de Loyola, São Francisco de Assis, Santa Clara, Santa Tereza de Ávila, Charles de Foucault...

Senhor, dá-nos a graça de conhecer cada vez mais o teu Filho Jesus a fim de respondermos com nossa vida à sua pergunta: “E vocês, quem dizem que eu sou?”.
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