38. Resolvendo conflitos


Padre Geraldo Orione de Assis Silva
Em um mosteiro, havia o Grande Mestre e o Guardião. O Guardião morreu e foi preciso substituí-lo. O Grande Mestre reuniu todos os irmãos para fazerem a nova indicação.
Assumiria o posto o monge que conseguisse resolver primeiro o problema a ser apresentado naquele momento.
Então, o Grande Mestre colocou um banquinho no centro da sala e, em cima, um vaso de porcelana raríssimo, com uma belíssima rosa amarela a enfeitá-lo. Disse apenas: “Aqui está o problema!”
Todos ficaram olhando a cena. O vaso lindíssimo, de valor extraordinário, a flor maravilhosa no centro. O que representam? O que fazer? Qual seria o enigma?
Nesse momento, um dos discípulos sacou a espada, olhou para o Mestre e para os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e, de um golpe só, destruiu tudo: vaso, flor, banquinho.
Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar, o Mestre lhe disse: “Você é o novo Guardião”. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.