16. Briga de rua


Solange
Maria do Carmo
Padre
Geraldo Orione de Assis Silva
Quito era um desses meninos esquentados, que gostam de brigar por qualquer coisa. Por quase nada, quase explodia de raiva. Seus olhos ficavam arregalados. Seu rosto ficava vermelho. Seus lábios tremiam e ele até gaguejava de tanta raiva. E isso por uma coisinha de nada. Já havia brigado com todos os irmãos, com todos os colegas da escola, com os pais, com a professora e com mais um tantão de gente.
Certo dia, Quito estava na rua, batendo bola – coisa que ele gostava de fazer. Nisto, veio passando Tânia, uma menina da vizinhança, acompanhada de outras colegas. Elas voltavam da escola, com um monte de cadernos e livros nas mãos. Vinham no passeio, tranquilamente, quando uma bolada pegou de cheio nas mãos de Tânia e voou caderno pra todo lado.
Tânia e suas colegas se encheram de raiva e puseram-se a insultar o garoto. E gritavam, provocando:
- Quito, periquito! Perna de mosquito!
O menino, ouvindo os gritos, se enfureceu, tremeu de raiva e deu mais uma bolada nas meninas, ameaçando-as, como se quisesse briga.
Kadu – que era irmão de Tânia –, ouvindo a confusão, veio correndo e já chegou com raiva e querendo brigar.
- Vê se você é homem de brigar comigo e não com minha irmã.
Quito sentiu-se provocado e atirou a bola em Kadu. Furiosos, os dois se agarraram, como se um quisesse esmagar o outro e rolaram pelo chão.
E foi tanto pescoção que os dois foram parar no hospital. E ainda ganharam uma semana de castigo, para aprenderem a se controlar na hora da raiva.
Fique firme no autocontrole e não se deixe dominar pela raiva! Não vale a pena!