Pré-Evangelização - Pré 3 - Somos povo de Deus - Etapa 4 - Encontro 6


Solange
Maria do Carmo
Padre
Geraldo Orione de Assis Silva
Pré 3: Crianças de 5 a 7 anos
6º Encontro: Quem é sábio busca em Deus a sua paz
* Para aprender as músicas
deste módulo, acesse o link: Em construção... *
1. ACOLHIDA E ORAÇÃO INICIAL
- Receber a turma calorosamente. Fazer animação. Sugerimos cantar a música "Quem é sábio". Ou "Vamos construir a nossa vida", para convidar as crianças a construírem a vida sobre a base forte da fidelidade a Deus. Ou "Quando a gente está nervoso", para lembrar que é preciso vencer a raiva, o nervosismo e outras coisas que só nos atrapalham.
- Criar clima de silêncio para rezar.
- Motivar: Vimos, no encontro anterior, como é importante a gente viver sempre em união com Deus. De fato, Deus nos ajuda sempre em nossa vida, nos fortalecendo e confortando principalmente nas horas mais difíceis. Vamos, então, rezar, pedindo a ajuda de Deus em todos os momentos de nossa vida. Que ele fique sempre conosco.
- Fazer preces espontâneas. A resposta pode ser: “Fique conosco, Senhor!” Sugerimos preces assim:
- Nas horas tristes.
- Nas horas alegres.
- Nos momentos de dificuldade.
- Quando estivermos doentes. Etc.
- Encerrar com música suave. Que tal "Quero te entregar a minha vida", convidando as crianças a entregarem a vida a Deus?
2. O QUE A BÍBLIA DIZ
Motivação
O povo de Deus aprendeu, em sua caminhada, que na vida não existe mágica para ser feliz. O caminho é mesmo aquele que Deus nos indica. Sem Deus, não se constrói felicidade. Mas muita gente tenta construir sua vida sem Deus. É o que veremos na história de hoje. A história da torre de Babel.
História: Gn 11,1-9
Antigamente, havia os profetas que eram homens santos e cheios de fé. Esses homens viviam ensinando para o povo as coisas de Deus. Eles incentivavam o povo a viver em união com Deus. Diziam sempre que, para ser feliz de verdade, a pessoa precisa estar sempre unida a Deus.
Mas houve um tempo em que o povo começou a ter umas ideias esquisitas. Pensavam: “Esse negócio de viver com Deus está muito difícil. A gente precisa rezar, precisa cumprir os mandamentos, precisa fazer caridade, só pode praticar o bem, não pode fazer o mal, precisa sempre se esforçar. Talvez fosse melhor a gente tentar ser feliz sem Deus. Talvez fosse mais fácil”. E pensando assim o povo ficava com preguiça de seguir os ensinamentos de Deus. Quanta preguiça!
Essa ideia se espalhou entre o povo de Deus. Todos diziam: “É mais fácil ser feliz sem Deus. Vamos deixar Deus de lado e fazer o que a gente quiser. A gente não precisa de Deus para ser feliz. Estamos com preguiça de seguir esses mandamentos. Dá muito trabalho!”
Os sábios, então, ficaram preocupados com tanta ideia maluca crescendo entre o povo de Deus. E contaram a seguinte história:
Num lugar perto daqui, vivia antigamente um povo preguiçoso e acomodado. Esse povo queria muito encontrar um jeito de viver em paz e ser feliz. Queria viver em união, sem discórdia e sem desentendimentos. Queria viver num verdadeiro céu, mas não queria depender de ninguém para isso, nem queria se esforçar para isso.
Deus, então, começou a ensinar ao povo o que era preciso fazer para viver em paz e ser feliz. Para viver num paraíso, ou seja, alcançar o céu, era preciso contar com a ajuda de Deus. Só Deus pode ajudar o povo com muitos ensinamentos preciosos que mostram a importância da união com Deus e com os irmãos.
Mas o povo achou que os ensinamentos de Deus eram muito difíceis. Começaram a reclamar e disseram: “Vamos descobrir outro jeito de chegar ao céu. Vamos achar um jeito de ser feliz sem Deus. Por nossa própria conta”. O povo pensou, pensou e decidiu: “Vamos construir uma torre bem alta que possa chegar ao céu. E com essa torre bem alta, a mais alta do mundo, a gente vai entrar no céu, sem precisar de Deus. Então, quem quiser ir para o céu, para ser feliz, é só subir por essa torre. Não vai ser preciso fazer o bem nem viver unido a Deus. E todas as pessoas vão poder subir pela torre até o céu. A gente vai chegar ao céu sem a ajuda de Deus”. E começaram a construir a cidade sem Deus. E, no centro da cidade, começaram a erguer a torre.
Um viajante passou e perguntou: “Que torre é essa que vocês estão construindo?” Eles disseram: “É uma torre que vai até o céu. A gente vai poder ir para o céu e ser muito feliz, sem precisar de Deus, pois os ensinamentos de Deus são muito difíceis de cumprir”. O viajante disse: “Que maluquice é essa! A gente só pode ir para o céu e ser feliz se viver unido a Deus. Essa torre não vai a lugar nenhum. Vocês vão é cair daí”.
Eles nem ligaram. Continuaram construindo. Uns carregavam tijolos. Outros amassavam o barro. Outros trabalhavam de pedreiro. Outros de servente. E a torre ia se erguendo.
Não demorou muito, porém, começaram a se desentender. Cada um pensava uma coisa e não chegavam a um acordo. Uns queriam a torre quadrada, outros queriam a torre redonda. Uns queriam a torre de pedra, outros queriam a torre de tijolo. Uns queriam trabalhar correndo, outros queriam trabalhar devagar.
E houve muita discussão e muita desunião. A coisa chegou a tal ponto que ninguém entendia mais ninguém. Quando um pedia pedra, o outro entregava o martelo. Quando um queria o martelo, o outro entregava cimento. Quando um queria cimento, o outro entregava tijolo.
Então, começaram a brigar. Todos ficaram furiosos e se arderam de raiva uns dos outros. Todos falavam ao mesmo tempo e ninguém entendia o que o outro queria. Como a coisa se complicasse cada vez mais, cada um saiu correndo numa direção e se dispersaram pelo mundo afora. E a torre ficou lá paralisada, até cair. Sem chegar a lugar nenhum.
As pessoas que passavam por ali chamaram aquela torre de Torre de Babel, que significa torre da confusão. Porque, de fato, querendo ser feliz sem Deus, aquele povo só conseguiu aprontar muita briga e confusão. E ninguém mais teve notícia desse povo.
Quando o sábio terminou a história, perguntou ao povo: “Vocês acham que é possível ser feliz sem Deus?” O povo pensou, refletiu e entendeu uma coisa: a gente quando quer viver sem Deus só apronta confusão.
Partilha
- Quem eram os profetas? O que eles faziam?
- No dizer dos profetas, o que era preciso para ser feliz de verdade?
- Quais foram as ideias esquisitas que o povo começou a ter? O que eles achavam difícil? O que estavam pretendendo?
- Na história que o sábio contou, como era o povo que vivia antigamente?
- O que eles queriam?
- O que Deus ensinava para aquele povo?
- O povo achou fáceis os ensinamentos de Deus? O que o povo queria descobrir?
- O que o povo resolveu construir?
- Por que o povo quis construir uma torre?
- O que o viajante conversou com o povo?
- O que aconteceu depois com o povo, enquanto construía a torre?
- Qual foi o nome que deram àquela torre? Que significa esse nome?
- O que o povo entendeu com a história do sábio?
Conclusão
Quem quer encontrar a verdadeira paz e a verdadeira felicidade precisa buscar a ajuda de Deus. Esse negócio de querer ser feliz sem Deus acaba trazendo confusão. Foi o que o sábio tentou mostrar ao povo. Eles estavam com preguiça de seguir os conselhos de Deus. Queriam um jeito mais fácil de viver. Mas quem pensa que vai facilitar as coisas afastando-se de Deus está muito enganado. Se com Deus as coisas já não são fáceis, sem ele seria pior. Por isso, quem é sábio busca em Deus a sua paz.
3. ATIVIDADE
- Convidar a turma para vencer a preguiça. Explicar que o povo queria um caminho fácil para viver feliz, sem ter que se esforçar para seguir os preceitos divinos. Isso era sinal de preguiça.
- Cantar a música "Quando vem a preguiça", fazendo os gestos. O catequista fica diante da turma. Na primeira estrofe, cantar batendo palmas. Na segunda estrofe, seguir as indicações da letra: as pernas vão se cansando (curvar o corpo em sinal de cansaço), e a gente cai no chão (sentar-se no chão), os olhos vão se fechando (fazer olhos pesados de sono), abre logo um bocão (abrir a boca, como num bocejo). Na terceira estrofe, pular como pede a música.
- Conversar com a turma: Criança tem preguiça? Preguiça de quê? Como a gente faz quando está com preguiça? E será que a preguiça pode nos afastar do caminho de Deus, levando a gente a querer fazer só coisas fáceis, que não exijam nenhum esforço?
Conclusão
O caminho que Deus nos propõe exige mesmo algum esforço. Não podemos ter preguiça e ficar procurando caminhos mais fáceis, fugindo dos ensinamentos divinos. Essa foi uma tentação constante do povo de Deus. Mas querer coisas mais fáceis, que exijam menos esforço, é tentação para todas as pessoas em todos os tempos. Por isso é tão importante lutar contra toda preguiça. O povo da história, ao tentar construir a torre, estava com preguiça de seguir os mandamentos de Deus. Não deu certo. Nem dá certo em nossa vida querer viver sem Deus, buscando somente facilidades. A gente deve buscar o que for bom, mesmo que seja difícil.
4. ORAÇÃO FINAL E ENCERRAMENTO
- Motivar: O povo queria um jeito mais fácil de seguir os ensinamentos de Deus. Parece que as pessoas se sentiam desanimadas e com preguiça de fazer as coisas boas que Deus lhes ensinava. Para que isso não aconteça conosco, vamos rezar pedindo a Deus que nos livre do desânimo.
- Repetir juntos, com a mão no coração: Senhor Deus, venha nos livrar de todo desânimo e de toda preguiça. Que a gente nunca se canse de te seguir e de praticar seus ensinamentos, pois tudo o que o Senhor nos ensina traz paz e felicidade ao nosso coração. Amém!
- Encerrar, cantando. Motivar para o próximo encontro.
- Os povos da Babilônia construíam altas torres, chamadas zigurates, que eram tidas como locais de culto a suas divindades. Provavelmente, essa é a origem da narrativa da torre de babel. Então, veja-se nessa narrativa uma espécie de gozação do povo de Deus a respeito do modo como os povos vizinhos cultuavam seus deuses. Isso mesmo. O autor sagrado ridiculariza a ideia de que se possa chegar a Deus ou estar mais perto de Deus pelo fato de se estar no alto de uma torre. E, dentro de nossa visão, ele tem razão. O povo de Deus sabe que o encontro com Deus se dá quando sua lei é aceita dentro do coração.
- Ridicularizando os cultos pagãos, o autor sagrado desencoraja quem quisesse abandonar os preceitos divinos – muitas vezes exigentes – para buscar a Deus no alto de alguma torre ou zigurate. Aliás, muitas narrativas bíblicas usam a sátira como meio pedagógico. Mostrando a falta de sentido dos cultos pagãos, simbolizados pelas zigurates, o autor incentiva a fidelidade ao Deus único. A confusão das línguas entra para compor a sátira, mostrando ainda que sem Deus a gente não se entende.
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