Pré-Evangelização – Pré 1 – Conhecendo Jesus – Etapa 1 – Encontro 3


Solange Maria do Carmo
Padre Geraldo Orione de Assis Silva
Pré 1: Crianças de 5 a 7 anos
3º Encontro: NASCIMENTO DE JESUS
* Para aprender as músicas
deste módulo, acesse o link: Em construção... *
1. ACOLHIDA E ORAÇÃO INICIAL
Acolher as crianças com muita alegria.
Cantar a música A turma de Jesus, fazendo a brincadeira.
Sossegar a turma e convidar para rezar.
Repetir todos juntos, com a mão no coração. O catequista reza e a turma repete: Ó Deus de amor, mais uma vez, estamos aqui e pedimos ao Senhor: Venha iluminar e abençoar nosso encontro. Venha nos dar muita paz e muita alegria, para que possamos viver sempre unidos ao Senhor. Venha nos dar um bom coração, para acolher Jesus. Amém!
Motivação
Já apresentamos os pais de Jesus: Maria e José – o pai adotivo. Agora vamos ver como foi que Jesus veio ao mundo, como foi o seu nascimento.
Sugerimos contar a história, intercalando um refrão mariano conhecido. Pode ser, por exemplo: “Ave, Maria! Ave, Maria! Ave, Maria, mãe de Jesus” (Refrão da música Maria de Nazaré). Com a mesma melodia, sugerimos cantar também para José: “Viva, José! Viva, José! Viva, José, pai de Jesus!”
História: Lc 2,1-7
Depois daquela confusão toda que a aparição do anjo causou, as coisas sossegaram um pouco. A poeira abaixou. Tanto Maria quanto José compreenderam que deviam colaborar com a obra de Deus. E estavam felizes por causa disso. Então, José e Maria se casaram e ficaram morando em Nazaré. Foi um casamento muito bonito. E o tempo passou. Eles viviam juntos, muito felizes, e aguardavam o nascimento da criança que Maria estava esperando. Maria estava feliz, pois ia ser mãe e mãe de Jesus, o Filho de Deus. E José também estava muito feliz por ter sido convidado para ser o pai adotivo do Filho de Deus.
Ave, Maria! Ave, Maria! Ave, Maria, mãe de Jesus!Viva, José! Viva, José! Viva, José, pai de Jesus!
Aconteceu, então, que o rei daquele lugar mandou cada pessoa voltar à sua terra natal para participar de um recenseamento. Um recenseamento é uma pesquisa para saber quantas pessoas nasceram num determinado lugar, como elas vivem, o que elas fazem, etc. José tinha nascido lá pras bandas de Belém. Então, foi preciso pegar sua família e ir lá para participar desta pesquisa. José e Maria arrumaram as malas e botaram o pé na estrada para fazer a viagem até a cidade de Belém. Naquele tempo, não havia carros, nem aviões. Eles montaram num jumentinho e lá se foram pela estrada afora. Iam felizes: José e Maria – a mãe e o pai adotivo de Jesus.
Ave, Maria! Ave, Maria! Ave, Maria, mãe de Jesus!Viva, José! Viva, José! Viva, José, pai de Jesus!
Depois de muito viajar, chegaram a Belém. Estavam cansados, exaustos, com uma vontade enorme de repousar em algum lugar bem confortável. Maria estava sem forças, depois de uma viagem tão cansativa. Além do mais, ela esperava um bebê, por isso ficava ainda mais cansada. José também estava cansado e muito preocupado, porque ia chegar logo a hora de Maria ter o seu neném. Mesmo assim, estavam felizes, pois Jesus logo ia nascer.
Ave, Maria! Ave, Maria! Ave, Maria, mãe de Jesus!Viva, José! Viva, José! Viva, José, pai de Jesus!
A casa dos parentes onde eles se hospedaram não era grande. Muita gente tinha ido a Belém, justamente naqueles dias. Todo mundo que era da cidade e morava fora tinha voltado para participar do recenseamento. As casas estavam todas cheias de visitas.
A situação de Maria era delicada. Já estava quase na hora do neném nascer. Naquele tempo, não havia hospitais onde as mães pudessem ter os seus filhos. Mas havia, nos fundos daquela casa, um lugarzinho simples, onde dormiam os animais, uma gruta onde os animais se abrigavam das chuvas e onde seus donos lhes davam água e comida: uma espécie de curral. Foi lá que José ajeitou um recanto bem confortável e discreto para que Maria pudesse ter o seu filho. O lugar era simples, mas Maria estava feliz, pois logo seria a mãe de Jesus. E José, o pai adotivo, que ia ajudar a cuidar de Jesus.
Ave, Maria! Ave, Maria! Ave, Maria, mãe de Jesus!Viva, José! Viva, José! Viva, José, pai de Jesus!
Durante a noite, nasceu o neném. Apesar da simplicidade do lugar, Maria e José ficaram muito contentes com a chegada do bebê. Eles vestiram o bebê com as roupinhas que haviam preparado e arranjaram um lugar para deitá-lo, fazendo um berço no cocho onde os animais comiam palha. Que alegria foi a chegada do neném! Maria e José estavam felizes pela criança que acabara de nascer. Era Jesus, o Filho de Deus que estava vindo ao mundo. Maria acabava de se tornar a mãe do Filho de Deus. E José, o pai adotivo de Jesus.
Ave, Maria! Ave, Maria! Ave, Maria, mãe de Jesus!Viva, José! Viva, José! Viva, José, pai de Jesus!
Partilha:
- Em qual cidade José e Maria ficaram morando, depois de se casarem?
- Em qual cidade Jesus nasceu? Por que ele nasceu lá?
- Era um lugar confortável, como se fosse um hospital?
- Como era o lugar em que Jesus nasceu?
Conclusão
Esta é a história do nascimento de Jesus. Ele nasceu em Belém, num lugar bem simples. O Filho de Deus quis nascer entre os simples, para mostrar que Deus ama a todos, a começar pelos mais simples. Maria e José estavam lá, firmes e felizes, cumprindo sua missão. O nascimento de Jesus, com toda a sua simplicidade, era um grande acontecimento, que ia mudar toda a história da humanidade.
3. ATIVIDADE
Sugestão
Montar o altar com a imagem de Maria e de José. Recordar brevemente o primeiro encontro e o segundo.
Colocar no altar a imagem do menino Jesus. Explicar que Jesus veio ao mundo para ser luz e iluminar todas as pessoas.
Acender uma vela e colocar sobre o altar, para representar a luz de Cristo.
Repartir velas apagadas com as crianças, de modo seguro, para não haver acidentes com fogo. Talvez seja importante usar o protetor de velas – uma base de papel que se fixa ao pé da vela, para não pingar cera quente nas crianças.
Cantar a música (Na gruta de Belém). Na segunda parte, onde se diz: “Vamos lá, amigo”, trocar a palavra “amigo” pelo nome de cada criança. Cada qual, ao ser chamado pelo nome, vai até o altar e acende sua vela, retornando ao seu lugar. Forma-se, assim, uma grande roda em torno do altar, todos com velas acesas.
O catequista aproveita para dirigir à turma algumas palavras, explicando que Jesus nasceu para ser luz para todos nós. Pode ser como na conclusão que segue.
Apagar as velas somente depois da oração final.
Conclusão
Foi assim que Jesus nasceu. Com muita simplicidade, lá em Belém. Veio trazer alegria ao coração das pessoas e iluminar o mundo. Maria ficou feliz. José ficou feliz. E nós também hoje, tanto tempo depois, ainda nos sentimos felizes ao recordar aquele momento tão importante em que o Filho de Deus nasceu entre nós. Um profeta importante disse assim: o povo que vivia nas trevas viu brilhar uma grande luz. Era a luz de Jesus que ainda hoje ilumina a todos nós.
4. ORAÇÃO FINAL E ENCERRAMENTO
Convidar as crianças para rezar, ainda de velas acesas, repetindo: Venha Jesus, iluminar a nossa vida. Queremos sentir a alegria de sua presença em nossos corações. Queremos que sua luz ilumine todos nós, a família de cada um de nós e também os nossos amigos. Nós te amamos, ó bom Jesus. Amém!
Apagar as velas e encerrar o encontro, motivando a turma para o próximo.
Dicas importantes
Quanto ao nascimento de Cristo, aquela versão mais popular e dramática de que José e Maria ficaram batendo de casa em casa, procurando abrigo, e ninguém os acolhia, não parece ser a mais bem fundamentada. José era de Belém. Certamente tinha parentes por lá. Ninguém iria negar a ele acolhida naquele momento.
Quando Lucas afirma “não havia lugar para eles na hospedaria”, parece dizer que não havia um lugar discreto onde Maria pudesse ter o seu filho. Com toda aquela gente na cidade, a casa dos parentes estava cheia e o lugar mais confortável para a ocasião era a estrebaria, ou seja, um lugar simples, mas aconchegante, que as casas costumavam ter nos fundos, onde dormiam os animais. Jesus nasce na simplicidade, mas não nasce abandonado. O lugar deve ter sido preparado para a ocasião. Além do mais, a convivência com os animais, circulando entre as pessoas, não era de todo estranha para aquele povo.
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