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Evangelização Fundamental – Módulo 3 – O Espírito Santo nos sustenta

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15.09.2014 | 13 minutos de leitura
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Evangelização Fundamental – Módulo 3 – O Espírito Santo nos sustenta

Solange
Maria do Carmo



Padre
Geraldo Orione de Assis Silva

Módulo 3  -  3º Encontro


O CUMPRIMENTO DA PROMESSA

* Para aprender as músicas deste módulo, acesse o link:   Em construção... *



 1. ACOLHIDA E ORAÇÃO INICIAL 
 -   Receber a turma com simpatia e dedicação. Fazer momento de animação. 
 -   Sossegar a turma, criando clima de oração.

-   Fazer o Sinal da Cruz. Motivar: Mais uma vez estamos reunidos em nome de Deus, que é Pai – que nos criou e nos ama, que é Filho – Jesus Cristo, que deu sua vida por nós e nos chama a ser seus discípulos, e que é Espírito Santo, que nos defende e anima na caminhada para cumprir a missão de Jesus. Vamos a ele entregar nossa vida com confiança. (Fazer breve momento de silêncio).


-   Convidar para rezar a Oração ao Espírito Santo. 
-   Cantar a música Manda teu Espírito ou outra à escolha.

 

2. O QUE A BÍBLIA DIZ 
Motivação
No encontro anterior, vimos Jesus prometendo aos discípulos o Espírito Santo. Hoje veremos como essa promessa se cumpriu.

Texto: At 2,1-13

Ajudar a turma a localizar o texto na Bíblia.


Partilha

  • O que aconteceu no dia de Pentecostes? Como Lucas narra?

  • O que mais chamou a sua atenção nessa narrativa?


 Aprofundamento

- Depois de falar da despedida de Jesus e da missão que ele deu aos seus discípulos de continuar a construção do seu Reino, Lucas, que escreveu os Atos dos Apóstolos, vai falar para os seguidores de Jesus que eles não estão sozinhos nessa difícil missão. Então, ele escreve uma narrativa interessante sobre o dia de Pentecostes, para mostrar que Jesus cumpriu a promessa de enviar o Espírito Santo.


- Pentecostes era uma festa que os judeus realizavam em Jerusalém, cinquenta dias após a festa da Páscoa, para comemorar o dia em que Moisés recebeu de Deus a Lei e fez com ele uma aliança.


- Era dia de Pentecostes. Os seguidores de Jesus já estavam conscientes de que a missão de Jesus continuava através deles. Mas eles estavam ainda com medo e não tinham forças para agir conforme Jesus tinha mandado. Estavam reunidos, trancados em casa, só rezando para Deus ajudá-los.


- Então, o Espírito Santo se manifestou. Eles se sentiram renovados e fortalecidos e começaram sua pregação, diante de todo o povo reunido para a festa. E começaram com sucesso, sendo compreendidos por pessoas de nações e costumes tão diferenciados.


- A partir de então, a festa de Pentecostes, para os cristãos, ficou sendo a comemoração da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e o início efetivo da missão da Igreja. É quase como se fosse o aniversário da Igreja.


- Para falar do Espírito Santo, Lucas usa muitos símbolos: vento, fogo, línguas, barulho, etc. Ele quer mostrar a força do Espírito Santo se manifestando na vida dos discípulos. Para isso, faz comparações preciosas. É o que vamos ver na atividade a seguir.



3. ATIVIDADE


Sugestão


-   Convidar a turma para compreender melhor os símbolos da manifestação do Espírito Santo.


O catequista deverá fazer uma explicação desses símbolos, usando para isso um painel que será montado enquanto se faz a explicação. Depois de montado, o painel deverá ficar assim:


 

-   Para a montagem do painel, observar os seguintes passos: 

 1o passo:

-   Fixar o cartaz com os dizeres: COMO O ESPÍRITO SANTO AGE EM NÓS.

-  Explicar: O texto que acabamos de ler nos mostra a ação do Espírito Santo na vida dos discípulos. Para nos fazer entender como ele age com poder, Lucas usa vários símbolos. São imagens e figuras que nos comunicam a mensagem de Deus. O autor desse texto não fez uma reportagem do dia de Pentecostes. Não quis contar, como faz um repórter, os detalhes do acontecimento. O que Lucas pretendeu foi, sem dúvida, nos ajudar a compreender como o Espírito Santo age em nossa vida. Vamos, pois, ver o sentido de cada símbolo que apareceu no texto.



 2o passo:

-   Colar, no centro do cartaz, a faixa: UNIÃO / PREDISPOSIÇÃO.

-   Explicar: a primeira coisa que o texto nos diz é que os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar, quando chegou o dia de Pentecostes. E não estavam reunidos à toa. Essa união dos discípulos significa que eles estavam predispostos a receber o Espírito Santo para cumprir a missão que Jesus lhes havia dado. O Espírito Santo não se manifesta a um povo desunido, disperso e indisposto. Primeiro, Deus quer saber se estamos preparados para assumir nossa missão, se estamos dispostos a formar um povo de irmãos, conforme é a vontade de Deus. Depois, ele nos dá o Espírito Santo que vai nos capacitar para essa missão. Se Deus manifestasse o Espírito em um povo desunido e indisposto, seria como dar a uma criança um presente de valor que ela não sabe usar. A criança pegaria o presente e, não sabendo o que fazer com ele, acabaria jogando-o fora ou deixando-o abandonado em um canto. É por isso que Deus nos pede um sinal de que vamos valorizar o Espírito que recebemos. Esse sinal é a nossa união, que manifesta nossa disposição de realizar as obras de Jesus.



3o passo:

-   Colar, conforme o modelo, a faixa: BARULHO.

-   Explicar: O texto diz que, quando o Espírito Santo se manifestou, houve um grande barulho. Parecia uma verdadeira tempestade, que se fez ouvir por toda a parte. Que significa isso? Será que houve mesmo uma tempestade, com raios e trovões? Qual o sentido desse barulhão todo?


-   Colar a faixa: PODER.

-   Explicar: No texto, esse barulho significa o poder de Deus em ação. Para mostrar como é grande o poder de Deus, a Bíblia o compara a uma força que mexe até com a natureza, como fazem as grandes tempestades. Isso significa que, a partir daquele momento, o poder de Deus passava a agir de modo admirável na vida dos discípulos. Com efeito, eles andavam meio fracos e desanimados. Mas a força do Espírito haveria de despertar neles uma coragem nova. E foi isso que aconteceu. Os discípulos saíram pregando a Palavra de Deus. Mas, quando eles agiam, não era só com a força deles mesmos, mas com a força e o poder do próprio Deus. Esse é o sentido do barulho.



4o passo:

-   Colar a faixa: VENTO.

-   Explicar: A Bíblia diz que, além do barulho, ouviu-se um vento forte que soprava com força em toda a região. Que significa esse vento?


-   Colar a faixa: VIDA.

-   Explicar: O vento na Bíblia é sinal de vida. É o sopro de Deus que nos dá a vida. Para viver, precisamos do ar que respiramos. O Espírito Santo vai ser para nós tão importante como esse ar sem o qual ninguém pode viver. Esse é o sentido do vento. O Espírito Santo chegou para trazer vida nova para os discípulos de Jesus. Veio, em meio ao vento, como quem quisesse soprar para longe as coisas velhas e nos dar vida nova. Os discípulos puderam começar, a partir de então, uma vida nova, como nunca tinham experimentado antes.



5o passo:

-   Colar a faixa: FOGO.

-   Explicar: O texto fala que apareceram chamas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um dos discípulos. Que significa esse fogo? Será que houve como que um incêndio? Terá esse fogo queimado a cabeça dos discípulos? Nada disso.


-   Colar a faixa: FERVOR.

-   Explicar: O fogo significa a capacidade do Espírito Santo de aquecer nossos corações. O fogo tem essa propriedade de aquecer, de acabar com o frio. O Espírito Santo se manifesta para acabar com a frieza dos nossos corações, acendendo neles o fogo do amor. Algumas pessoas costumam viver com extrema frieza. Tratamos os outros com frieza. Trabalhamos com frieza. Estudamos com frieza. Vivemos sem entusiasmo, sem garra, sem disposição. O discípulo de Jesus não pode ser assim. Precisa se encher de amor pelo que faz, precisa ter fervor, que é aquele entusiasmo que o Espírito nos dá. Ter fervor é deixar o nosso coração "ferver" mesmo de amor pelas coisas de Deus. É esse o sentido do fogo, que o Espírito nos traz.



6o passo:

-   Colar a faixa: LÍNGUAS.

-   Explicar: Outro símbolo da manifestação do Espírito que o texto nos mostrou foram as línguas. Os discípulos, cheios do Espírito Santo, começaram a pregar a Palavra de Deus. E todas as pessoas que os ouviam compreendiam perfeitamente o que queriam dizer, mesmo pessoas de outras nações e de línguas estrangeiras. Que significa isso? Será que, de repente, todo mundo começou a falar novos idiomas? Não parece ser isto.


-   Colar a faixa: COMPREENSÃO.

-   Explicar: O que terá acontecido, na verdade, foi uma facilidade imensa de compreensão entre as pessoas. O Espírito Santo trouxe aos discípulos uma linguagem nova. Não era um novo idioma que todos pudessem compreender. Era a linguagem do amor. Essa linguagem é compreensível a todas  as pessoas, mesmo aos estrangeiros que falam idiomas diferentes. De fato, há dois tipos de linguagem. Há aquele que usamos quando de nossa boca saem palavras que ofendem, que magoam, que machucam as pessoas e causam desunião, rivalidades, desgostos, separações. Essa linguagem é difícil de compreender. Ninguém a entende. E há aquele tipo que usamos quando de nossa boca saem palavras que unem, palavras que comunicam amor, atenção, amizade, respeito e produzem a união entre as pessoas, gerando compreensão. Essa é a linguagem nova que o Espírito nos ensina. Os discípulos, com essa nova linguagem do amor, conseguiram se fazer entender por todos, até por pessoas estrangeiras, porque a linguagem do amor é universal. Falar em outras línguas é, pois, a capacidade que o Espírito nos dá de usar nossa fala não para desunir e ofender as pessoas, não para comunicar ódio ou revolta ou indignação, mas para unir as pessoas, comunicando amor, paz e todo tipo de sentimento positivo. Esse é o sentido das línguas.


-   Terminada a montagem do painel, fazer um breve resumo de tudo o que foi dito, dando uma visão de conjunto de toda a ação do Espírito Santo nos discípulos e em nós. Frisar que o Espírito age quando estamos unidos e predispostos, trazendo-nos o poder de Deus, conduzindo-nos a uma vida nova, aquecendo nosso coração com o fogo que nos afervora e nos ensinando a nova linguagem do amor, que proporciona uma compreensão geral entre as pessoas.



Conclusão

O texto fala que os discípulos ficaram tão empolgados com a presença do Espírito Santo que muitos pensaram que eles estivessem "embriagados de vinho doce". Mas, não! Eles se embriagaram do Espírito Santo. As pessoas costumam se embriagar de álcool, ou de ódio, ou de violência. Quando estão assim, deixam-se conduzir por essas coisas e sentimentos negativos. Os discípulos, no entanto, estavam cheios do Espírito de Deus e por ele se deixaram conduzir. Essa é a santa embriaguez daqueles que se abrem à ação do Espírito Santo. Essa embriaguez todos nós podemos ter. O grande convite de Deus é que deixemos o Espírito Santo agir em nós, como agiu na vida dos discípulos, a ponto até de nos sentirmos assim "embriagados" de uma força tão especial.



 4. ORAÇÃO FINAL E ENCERRAMENTO 
 -   Convidar a turma para rezar, motivando as pessoas a pedirem a manifestação do Espírito Santo em suas vidas. 
 -   Cantar a música  Manda teu Espírito
 -   Depois da música, fazer um momento de oração como segue:

  • Vamos rezar, pedindo a Deus que manifeste em nós o seu poder, como manifestou na vida dos discípulos. Que o poder de Deus venha  ser a força que nos guia nas horas difíceis, a força que nos anima e nos dá coragem para caminhar. Cada um pode em silêncio pedir que o Espírito Santo traga o poder de Deus para agir em sua vida.

  • Cantar o refrão da música.

  • Vamos rezar também, pedindo que o Espírito Santo nos dê uma vida nova. Feche seus olhos, pense um pouco em sua vida e veja quanta coisa velha precisa ser renovada. O Espírito Santo quer renovar sua vida, soprando para longe tudo o que é velho e desnecessário e trazendo vida nova. Em silêncio, peça a ele que renove sua vida.

  • Cantar o refrão da música.

  • Vamos pedir ainda que o Espírito santo acenda em nossos corações o fogo do amor. Ponha a mão em seu coração e peça com fé que o Espírito Santo faça descer sobre você o fogo do amor, da alegria, do entusiasmo, para tirar de você toda frieza, todo desânimo e encher você de fervor.

  • Cantar o refrão da música.

  • Enfim, vamos pedir que o Espírito Santo nos ensine a compreensão, a linguagem nova do amor, para que entre nós exista união e entendimento, conforme é a vontade de Deus. Coloque a mão no ombro de quem está ao seu lado e juntos vamos rezar pedindo ao Espírito a união e a compreensão. Que nossas palavras, nossos gestos, nossas atitudes apenas comuniquem amor e paz aos nossos irmãos.

  • Cantar o refrão da música, encerrando a oração.

-   Encerrar, cantando à vontade. 

Dicas para o catequista

- Lucas cria em At 2 um relato literário, com fins teológicos. Cada detalhe, cada símbolo está intimamente ligado à narrativa da entrega dos mandamentos a Moisés em Ex 19. O Pentecostes era a festa da entrega da Lei ao povo e da consequente aliança feita entre Deus e sua gente. Lucas está relendo Ex 19, sob a ótica de Jr 31. Deus havia libertado o povo do Egito (libertação material – Ex 12-14). Mas isso não bastava. Ele precisa libertar sua gente também do egoísmo, que gera escravidão e opressão (como no Egito). Esse é o sentido da Lei: ela é um dom libertador, mas não de uma libertação de algo exterior – o Egito –, mas de algo interior, no coração. Em Jr 31,31-34, Deus promete mandar um espírito novo, que escreve as leis no coração e não em tábuas. Lucas quer mostrar à sua comunidade que esse momento chegou: acabou o pentecostes antigo da lei exterior – em tábuas; chegou o novo pentecostes, da lei interior – no coração humano. Então, Lucas usa os mesmos símbolos antigos: trovões, relâmpagos, línguas de fogo ou chamas, vento.


- Bom, a aliança de Deus é para todos os povos, mas no AT vemos que só Israel ouviu a voz do Senhor e aceitou sua proposta. Lucas torna a lembrar a universalidade da aliança: ela é para todos. Se no Pentecostes antigo só Israel entendeu o que o Senhor dizia por meio de Moisés, no novo pentecostes todos os povos ouvem e entendem o que o que Deus diz por meio dos discípulos. Por isso em At 2,4, os apóstolos falam sua língua materna, mas todos entendem. É bom não confundir essa expressão lucana com a glossolalia. No próximo encontro, falaremos brevemente sobre o isso.






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