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229. Meia-noite

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05.01.2022 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
229. Meia-noite
À meia noite, 
sem remetente, 
sem conteúdo, 
a carta para ninguém, 
em minhas mãos.
É uma promessa, 
o fim do renitente, 
o novo que saúdo,
e que faço ser de alguém,
epifania entre vãos. 
À meia noite,
a carta para ninguém; 
o estalido do açoite
da repetição 
e um não que escrevo. 
Um não que abre o mistério. 
O que virá
É estrangeiro, desconhecido, 
Alvissareiro.

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