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230. Concreto

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12.01.2022 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
230. Concreto
Meu poema concreto 
é um pelo branco 
despontando 
no meio da barba.
São as rugas que faço 
ao sorrir. 
Os dentes amarelos 
de café. 
Meu poema concreto 
são alguns gramas  
ajuntados aqui e acolá 
e que quero perder. 
O tempo não derrete 
como os relógios de Dalí.
Envelheci 
e não me tornei melhor 
ou mais sublime, 
mas me perdi. 
E em terras de gente 
muito encontrada, 
foi o melhor que consegui.

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