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228. Abutre

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23.12.2021 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
228. Abutre
a poesia comia-me
as carnes 
como um abutre.
despicando-me aos 
poucos,
sangue vertido 
entre sonhos de 
asas,
o abutre voou. 
deixou-me 
aos pedaços,
o cadáver.
sem a alquimia 
dos versos,
para transformar 
nossa morte adiantada, 
ferida aberta
ao sol do meio dia, 
resta apodrecer.
ir implodindo, não às vistas
de todos. de dentro.
deixando a estrutura de fora,
como espantalho sem alma.
até que o abutre,
sem medo de espantalhos,
volte 
e dê fim a sua fome.

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