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227. Frágil

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09.12.2021 | 1 minutos de leitura
Flávio Sousa
Poesia
227. Frágil
Eu, que nasci na beira do mundo,
Sinto no corpo inteiro
A brisa sutil de ser
Irreparavelmente
Uma bolha de sabão
Que, mesmo multicolorida,
Explodirá cósmica,
Deixando rastros e cheiros.
Não há tempo para amarguras
Não há tempo para juras
Não há tempo para lamurias
O que há, de verdade,
É só o tempo
Entre o sopro e o estouro
E o que busco, antes de estourar
É ter dado alguma alegria
Alguma leveza
Algum afago de boa lembrança
Aos que vierem me encontrar
E que um cheiro bom
De humanidade genuína
Fique impregnado
Aos que, tendo me visto bolha
Já estarão me vendo gotas.

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