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385. Herética 1

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03.04.2024 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
385. Herética 1
Recolhi o barro que sou 
E tentei refazer-me,
Oleiro...

Às pressas, às voltas
Comigo, a escultura quebrou, 
Oleiro. 

E por que nada fizestes, tu
E tuas mãos habilidosas?
Por que não me ensinaste 
Tua arte? 

Porque tua arte é caçoar 
De minhas mãos...
Porque tua arte é manter 
Minha infância e inabilidade...

Oleiro, digo-te, pois,
Entre a bílis e as lágrimas:
Tu de nada me serves, 
Negligenciando minhas dores 

De vaso quebrado.

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