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323. Indigente

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01.11.2023 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
323. Indigente
Ah se as lágrimas
Não forem ouvidas,
Como a prece mais
Doída...
Se não entrarem
Lancinantes
No peito já aberto do Cristo...
Se o choro como prece
Não for ouvido,
Toda a arte barroca
Perderá seu sentido.
Todo hino gregoriano
Desfalecerá.
E toda escultura bendita,
Estes santos dourados,
Despedaçar-se-á.
A Igreja de pedra
Virará poeira,
Porque viram a Virgem
E sua cabeleira,
Chorosa e aflita,
Suas espadas comoventes...
Mas não viram o choro quente
Na manhã fria.
Até Deus dormindo em seu
Sepulcro,
Ora ou outra desperta
Com as lágrimas de um indigente qualquer.
Mas depois volta a dormir...

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