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29. Catequese orante

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06.05.2016 | 3 minutos de leitura
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29. Catequese orante

Numa catequese que trabalha com a pedagogia da iniciação, tem lugar de destaque a oração. O mistério pascal, centro da catequese, não se explica, não se decifra, nem se decodifica; no entanto, se experimenta. Deus, na sua bondade, se comunica a nós, se dá a conhecer, vem ao nosso encontro... Essa experiência do encontro com Deus em seu filho Jesus Cristo pode ser favorecida pela oração.


A oração sempre foi entendida pelos cristãos como um diálogo com Deus. Não tratamos aqui, é claro, de orações decoradas ou de ritos prontos, engessados, sem possibilidade de comunicação de vidas, feitos apenas para cumprir obrigações devocionais. Falamos de oração que brota do coração, de entrega confiante e atenta ao mistério de Deus, como fez Jesus durante toda sua vida, especialmente como fez na sua morte. Sua vida foi orante; sua morte tornou-se oração ao Pai, a quem Jesus se entregou por inteiro, sem reservas.


Na catequese iniciática (e toda catequese, em todas as suas fases, deve ser iniciática, não apenas nas primeiras etapas do processo catequético), a oração deixa de ser um detalhe do encontro catequético para se tornar um modo de ser da catequese. Se o objetivo da catequese é comunicar a experiência cristã de Deus, todo o processo catequético deve ser realizado em clima de oração e reverência, percebendo o Deus que se comunica em cada detalhe, em cada palavra humana, em cada rito e gesto, em cada símbolo... Por isso, o catequista deve caprichar em tudo que faz. Se a turma canta, a canção deve comunicar Deus. Se escuta a palavra das Escrituras, deve fazê-lo como quem acolhe o Deus que se dá naquele relato. Se brinca, deve perceber o Deus da vida que festeja e se alegra com a vida de cada um que ali se encontra. Se estuda, a turma deve fazê-lo para entrar em comunhão com o mistério que se mostra e, de novo, se esconde para ser outra vez buscado. Se vive um momento específico de oração, a turma deve fazê-lo com espontaneidade e singeleza, sabendo que o Deus de Jesus Cristo se deixa encontrar e não é preciso muitas palavras para ser ouvido por ele.


A catequese iniciática, muito mais que se preocupar em ensinar orações da Igreja e ajudar a turma a decorar as preces dos ritos católicos, se esmera em ajudar o catequizando a orar. Ela ajuda a entrar em comunhão com Deus que está sempre se dando a cada um de nós na mais pura gratuidade. Essa catequese não prima pela propagação de devoções, apesar de respeitá-las. Nem insiste em ensinar preces como Pai-nosso, Ave-Maria e outras preces do mundo católico, apesar de contemplar também um espaço para elas. Nessa catequese, a oração não é uma obrigação, nem um ritual a ser cumprido; é um olhar atento à presença de Deus que se mostra em todas as coisas e pessoas.







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