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278. Fome

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18.01.2023 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
278. Fome
Tenho medo de
Minha fome,
Abismo sem fundo. 
Grota imensa
Onde a água firme 
Do desejo
Cinzela a pedra. 
Eu sou cinzelado 
De vontades e desvarios
E meus rios 
São águas turbulentas,
Inavegáveis. 
Náufrago em mim,
Subindo à superfície,
Respirando do afogamento.
Deixo agora minha fronte 
Ir contra as pedras:
O vermelho nas águas 
Silenciosas.

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