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272. Poesia

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29.11.2022 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
272. Poesia
Nenhuma poesia, 
Nenhuma palavra, 
Nenhum maldito,
Bendito, 
Índigo, 
Púrpura verso. 
Nada mais. 
Nada aos seus ouvidos 
Ímpios, indelicados, 
Seus ouvidos mudos. 
Nada mais a ressoar em suas 
Orelhas indignas. 
Nem louvores à chuva, 
Ao céu, 
Ao crepúsculo véu.
A saudade torcida nas letras
Do agora dobrado papel,
Posto na chama bruxuleante,
Que apaga.
Apaga em sua transmissão 
De chama. 
Nenhum chamado,
Contato,
Evocação de deuses, 
De demônios.
Nenhum exorcismo,
Nenhuma heresia,
Nenhuma ética, estética.
Cética linha 
Que risco. 
Encerro a carreira mal lançada,
Não guardo nada 
nem a fé. 
Na corrida incompleta,
No combate perdido, 
Corto as asas do poema,
Enfio-o na gaiola dos sintagmas,
Sufoco-o
E se acabou. 
Acabou-se o laço,
Porque o poema que o fazia.

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