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115. Míriam

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24.04.2019 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
115. Míriam

Que força me movia? 

Digam-me o que havia... 

Que aflição na noite parada e calma! 

Será o desejo do que falta à alma?


E a noite ia cedendo ao dia, 

Mas o pranto não cedia... 

Nem raiava qualquer alegria, 

Nas primeiras horas da manhã fria.


E se as trevas iam recuando 

E mesmo a pedra ia rolando, 

Das violências já idas, o olhar atordoado:


Até o corpo fora profanado?


O amor correu depressa, pés velozes. 

A culpa ficou atrás, lembranças algozes. 

Entraram a culpa e o amor na rocha vazia, 

Mas só quem amava compreendia...


Escutei, então, a voz... meu nome. 

Quis abraçá-lo, amá-lo, como quem passa fome. 

O túmulo vazio, meu peito aberto. 

Outra vez, cheio de vida, o coração liberto.








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