403. REFLEXÃO PARA O 31º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Lc 19,1-10 (Ano C)
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29.10.2022 | 1 minutos de leitura

Evangelho Dominical

A liturgia deste trigésimo primeiro domingo do tempo comum marca a conclusão da leitura semi-contínua da principal seção narrativa do Evangelho de Lucas, que corresponde ao caminho de Jesus com seus discípulos para a cidade de Jerusalém. Essa leitura foi iniciada ainda no décimo terceiro domingo, tendo sido interrompida duas vezes, em virtude das solenidades dos apóstolos Pedro e Paulo, e da Assunção de Nossa Senhora. Como temos afirmado continuamente, o caminho é a parte mais original do Evangelho de Lucas, sendo o espaço narrativo que contém mais episódios exclusivos seus, como é o caso do trecho lido neste dia: o encontro de Jesus com Zaqueu – Lc 19,1-10. Muitos exegetas consideram esse texto paradigmático, vendo nele uma espécie de síntese teológica de toda a obra. Contudo, antes de tratar dele especificamente, convém reforçar o sentido do caminho no conjunto da obra lucana, formada pelo Terceiro Evangelho e o livro dos Atos Apóstolos.
Enquanto para Marcos e Mateus o caminho é apenas a passagem entre duas etapas do ministério de Jesus, na Galileia e em Jerusalém, respetivamente, para Lucas o caminho é uma etapa propriamente, e a mais importante de todo o ministério de Jesus, ocupando cerca de dez capítulos (Lc 9,51–19,27). Ao dedicar tanto espaço ao caminho, Lucas não pretende descrever uma viagem ou um itinerário físico e geográfico. Na verdade, ele faz do caminho a imagem da catequese, do projeto formativo de Jesus e, acima de tudo, do modelo de Igreja pensado para as suas comunidades e para as comunidades de todos os tempos: uma Igreja missionária e sinodal. Esse modelo foi preconizado ainda no chamado “Evangelho da Infância” (Lc 1–2), quando, ainda no ventre de Maria, ele já apresentou Jesus fazendo seu primeiro caminho, no episódio da visitação (cf. Lc 1,39-56), e vai reforçar no segundo volume de sua obra – Atos dos Apóstolos –, ao descrever a intensa ação missionária da Igreja nascente. Inclusive, em Atos a própria Igreja chega a ser chamada de caminho (cf. At 9,2; 19,9.23; 24,14.22), em alusão à sua natureza dinâmica e missionária, e também como contraposição à estrutura rígida e estática da sinagoga, e ainda como denúncia às tendências de comodismo e institucionalização que já se disseminavam em algumas comunidades.
Os versículos lidos neste dia não são exatamente os últimos da seção do caminho, mas o episódio em si é a verdadeira conclusão, já que o trecho seguinte é apenas uma parábola que ainda faz parte do mesmo episódio, funcionando como resposta de Jesus aos interlocutores que murmuravam contra a sua proximidade com Zaqueu; é a parábola das dez minas (Lc 19,11-27), omitida pela liturgia. Eis o texto de hoje: “Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade” (v. 1). Como se vê, o texto deixa claro que Jesus está em caminho, atravessando Jericó, a última cidade antes de Jerusalém, para quem tinha partido da Galileia, como ele. A cidade de Jericó possui grande significado e importância na tradição bíblica; foi a primeira cidade conquistada pelo povo de Israel, sob a liderança de Josué, após a entrada na terra prometida (Js 6,1-14). No tempo de Jesus, era uma cidade estratégica também nos campos político e econômico, funcionando inclusive como um importante centro da administração romana na Palestina. Sendo passagem obrigatória para quem ia da Galileia para Jerusalém, milhares de peregrinos passavam por ela durante o ano, principalmente na época das grandes festas religiosas de Israel, como a Páscoa, Pentecostes e a festa das tendas, o que fomentava bastante a economia.
Devido à importância econômica, Jericó concentrava altos funcionários imperiais, como cobradores de impostos e militares. E o evangelho de hoje tem um destes funcionários como protagonista: “Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico” (v. 2). Os cobradores de impostos, chamados também de publicanos, ocupavam posição de destaque no império romano, colaborando diretamente com o poder. Por isso, eram pessoas odiadas pela população dos povos dominados por Roma, como os judeus. Por mais que desejassem, não eram aceitos pela religião judaica. Contudo, devido à sua visão universalista da salvação, Lucas mostra, desde o início do seu Evangelho, uma tendência de adesão de alguns cobradores de impostos ao Reino de Deus, começando pelo interesse deles pela pregação de João Batista (cf. Lc 3,12-13). É claro que o evangelista não pretende apresentá-los como exemplo de vida, mas como demonstração de que o amor e a misericórdia de Deus se estende a todas as pessoas, indistintamente. A parábola do fariseu e o publicano (cf. Lc 18,9-14), lida no domingo passado, é a melhor demonstração dessa perspectiva do evangelista. No caso de Zaqueu, parece que Lucas passa dos limites! A começar pelo próprio nome do personagem: a palavra Zaqueu significa inocente ou puro. Temos aqui um exemplo claro de ironia, um recurso literário muito apreciado pelo evangelista. De fato, os cobradores de impostos eram tratados pelo povo em geral como ladrões, e nos ambientes religiosos como pecadores públicos e, por isso, eternamente condenados. E, com razão, pois além dos altos impostos cobrados pelo império, eles ainda cobravam valores a mais para si mesmos, explorando os pobres mais ainda.
Além do nome irônico, o evangelista apresenta mais dois dados relevantes sobre Zaqueu: ele não era apenas um cobrador de impostos, mas o chefe deles. Ora, se um simples cobrador de impostos já era considerado impuro e um ladrão profissional, pode-se dizer que Zaqueu era um “chefe de quadrilha”, portanto, um homem desprezível pela sociedade e visto como um caso perdido pela religião judaica. A outra característica de Zaqueu era a riqueza, que também poderia excluí-lo da simpatia do evangelista e da comunidade, afinal, Jesus tinha acabado de dizer que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus” (cf. Lc 18,25). Como se vê, todo o currículo de Zaqueu era bastante comprometedor e adverso para a lógica do Reino. Apesar de tudo disso, o evangelista também mostra que Zaqueu era um homem inquieto que buscava um sentido para a sua vida e não se deixava abater pelos rótulos que carregava. Assim, diz o texto que “Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo” (v. 3). Ora, talvez Zaqueu já tivesse ouvido falar que Jesus “acolhia cobradores de impostos e pecadores e comia com eles” (cf. Lc 5,30; 15,2). Essa notícia deve ter alimentado esperança nele. O verbo que o lecionário traduz por “procurar” (em grego: ζητέω – zêteo) significa, na verdade, investigar, pesquisar ou conhecer. Logo, Zaqueu não queria apenas ver Jesus, mas conhecê-lo em profundidade. Isso reflete um desejo, um grande interesse. Porém, não faltavam adversidades para um encontro dele com Jesus, a começar pela baixa estatura.
Como Jesus andava sempre acompanhado de grandes multidões, e essas multidões não suportavam os cobradores de impostos, e com certa razão, Zaqueu se via impossibilitado de chegar perto dele. Na verdade, a referência à baixa estatura de Zaqueu é mais uma indicação da sua condição moral do que uma característica física propriamente. Significa a maneira como ele era visto pelo povo e até por si mesmo. Mas ele não se deixou abater por isso e tomou uma iniciativa arriscada, até, como diz o evangelista: “Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali” (v. 4). Apesar de não gozar da simpatia popular, Zaqueu ocupava uma posição de destaque na sociedade. Corria o risco de ser ridicularizado, ao subir numa árvore, tornando-se motivo de zombaria e chacota. Mas nada disso importava diante do desejo de conhecer Jesus. Ele usou o meio que tinha à disposição. Se fosse diretamente a Jesus, passando pelo meio da multidão, seria linchado publicamente. Ele se arriscou porque acreditou que, conhecendo Jesus, poderia dar sentido à vida. Ele não se contentou com a exclusão imposta pela religião e não mediu esforços para superá-la. E o seu esforço foi correspondido, como diz o texto: “Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima” (v. 5a). Temos aqui uma reviravolta na história. Zaqueu procurou uma maneira de ver Jesus passando sem ser percebido por ninguém, por isso subiu numa árvore. De repente, foi Jesus quem se interessou por ele e o olhou. Jesus reconheceu o seu esforço e correspondeu.
Mais importante ainda do que o olhar de Jesus para Zaqueu são as suas palavras, a ordem dada: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa” (v. 5b). Ao mandar Zaqueu descer depressa da árvore, Jesus cancela a sua “baixa estatura”, começa a apagar os rótulos que o impedia de estar junto das demais pessoas. Essa ordem significa, portanto, a readmissão de Zaqueu à convivência, apagando sua condição de excluído. A declaração seguinte é ainda mais surpreendente: “Hoje eu devo ficar na tua casa”. Mais do que uma indicação temporal, a palavra “hoje” (em grego: σήμερον – sêmeron) é um indicativo teológico importante; significa a urgência e atualidade da salvação, é o tempo da ação de Deus e da sua acolhida da parte da humanidade. Em Lucas, particularmente, são muitas as ocorrências do termo: no nascimento de Jesus, os anjos anunciaram aos pastores que “hoje, nasceu para vós um salvador” (Lc 2,11); no início da sua vida pública, na sinagoga de Nazaré, Jesus diz que “Hoje cumpriu-se esta Escritura” (Lc 4,21); na cruz, é dada uma grande promessa a um dos malfeitores: “hoje, estará comigo no paraíso” (Lc 23,43). Isso quer dizer que é hoje que a comunidade é convidada a encontrar-se com Jesus, acolhendo a sua mensagem de libertação. E se trata de um hoje permanente, ou seja, todo dia é um hoje de Deus. Aquilo que ontem era negado, pela religião oficial, não pode esperar para amanhã, deve acontecer hoje, como a supressão de todas as formas de injustiça e exclusão. A iniciativa de Jesus ficar na casa de Zaqueu também é muito significativa. Não se trata de uma simples passagem, mas de uma permanência. Jesus não propõe a se hospedar, mas a fazer morada. De fato, o verbo empregado pelo evangelista significa morar, permanecer (em grego: μένω – menô). Jesus não quer apenas passar pela vida das pessoas, mas permanecer em cada uma, criando intimidade e comunhão.
O encontro com Jesus transformou Zaqueu. Por isso, “Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria” (v. 6). Ele sentiu confiança, sentiu-se compreendido e acolhido por Jesus. Desabrochou em alegria, que é outra categoria importante da teologia de Lucas. Jesus não fez nenhuma exigência, não impôs nenhuma condição. Apenas disse que queria morar na sua casa, na sua vida. E é isso o que transforma as pessoas. Ao propor morar na casa de Zaqueu, Jesus disse, em outras palavras, que o amava, que a misericórdia de Deus era destinada também a ele. Na cultura judaica, entrar na casa de alguém e sentar à mesa significa criar laços, fazer comunhão. E a reação primeira de quem recebe a visita de Deus, em Jesus, é a alegria, que não é um mero sentimento, mas um estado de graça, uma característica dos tempos messiânicos que Jesus inaugura. É importante recordar que as primeiras palavras do anjo a Maria foi um convite à alegria, pois ela estava cheia de graça (cf. Lc 1,28). Aqui, o evangelista indica que Zaqueu também se encheu de graça, ao dizer que ele desceu da árvore com alegria. Mais na frente, em Atos dos Apóstolos, o próprio Lucas vai apresentar a alegria como uma das características da primeira comunidade cristã (cf. At 2,46). Desse modo, Zaqueu está habilitado a integrar a comunidade, o que será confirmado pelas outras iniciativas que ele vai tomar, como a partilha dos bens com os pobres e a restituição de tudo o que havia roubado, como diz o texto mais adiante (v. 8).
Como sempre, o agir misericordioso de Deus em Jesus gera murmúrio. O surpreendente desta vez é que o murmúrio não sai dos tradicionais adversários, fariseus e mestres da Lei, mas da própria multidão que acompanhava Jesus: “Ao ver isso, começaram a murmurar, dizendo: ‘Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!’” (v. 7). Certamente, imaginaram que Jesus tinha passado dos limites, desta vez. Ao fazer morada na casa de um chefe dos cobradores de impostos, Jesus provocou um dos maiores escândalos de todo o seu ministério. Esperava-se que ele desse um sermão em Zaqueu, que o desmascarasse em público. E Jesus fez o contrário: se ofereceu para entrar na casa dele. E foi a atitude gratuita e desinteressada de Jesus que motivou a conversão, a mudança de vida de Zaqueu, como diz o evangelista: “Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: ‘Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais’” (v. 8). Aqui, Lucas mostra que o primeiro fruto da conversão não é a devoção, mas a justiça social. Ora, Zaqueu era símbolo de um sistema injusto, explorador; agora, ele se propõe a lutar por uma sociedade mais justa, menos desigual. Dar aos pobres, na linguagem bíblica, significa sempre fazer justiça. Ele se propõe a dar apenas a metade dos bens porque a outra metade seria usada para a devolução do que tivesse roubado. A iniciativa de Zaqueu se alinha à experiência das primeiras comunidades, que viviam com alegria o ideal da partilha.
Na sequência, Jesus reforça o efeito da sua permanência na casa de Zaqueu, confirmando a atualidade do “hoje” como tempo de salvação e ainda declara a restituição da dignidade daquele homem: “Jesus lhe disse: ‘Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão’” (v. 9). Ser filho de Abraão é o mesmo que ser filho de Deus, na linguagem bíblica. Significa a pertença ao povo de Deus e a habilitação para integrar o seu Reino. Essa condição tinha sido negada a Zaqueu pela religião, e agora Jesus lhe restitui. E a declaração final de Jesus é uma síntese da sua missão: “Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido” (v. 10). Às vezes Jesus expressa esse pensamento chave da sua mensagem em forma de parábola, como no caso das parábolas da misericórdia (cf. Lc 15,1-31), às vezes com declarações curtas, como essa, e, sobretudo, com atitudes, como a sua permanência na casa e na vida de Zaqueu. Salvar o que estava perdido significa trazer para dentro o que a religião tinha descartado. É um jeito de apresentar a misericórdia de Deus destinada a todas as pessoas, e uma proposta de mundo novo a partir dos considerados últimos da sociedade, por quem Jesus demonstrou predileção durante toda a sua vida. Por isso, há quem diga que este episódio funciona como síntese teológica de toda a obra lucana – Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos. De fato, boa parte dos temas mais caros a Lucas podem ser identificados neste episódio, como a misericórdia, a alegria, a partilha, e a convivência de Jesus com as pessoas excluídas pela religião.
Para concluir, recordamos a necessidade de cada pessoa e cada comunidade acolher hoje a visita de Deus, propondo, como efeito dessa visita, o esforço por um mundo mais justo, fraterno e igual. Como mostra Lucas, a verdadeira conversão é o compromisso com a justiça. Quem acolhe a salvação se torna semeador de justiça.
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