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338. teu amor

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11.01.2024 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
338. teu amor
teu amor me limpou as nádegas imundas. 
tua mão enrugadinha me levou para a escola. 
e ninaram-me à noite com uma ternura
que se quebrava, às vezes, 
depois da surra com vara de jabuticaba.
teu amor rasgou meu coração para sempre, 
um rasgado que inflama e dói
um amor que aprendi. 
aprendi o que é amor com tuas mãos enrugadinhas
amassando o pão, 
sovando a massa, 
ou mexendo o sabão, sob o sol a pino. 
mãos costurando tudo, 
mãos cozinhando, lavando, passando, 
tentando segurar um lápis bem apontado com faca,
girando o contorno das primeiras letras;
o primeiro eme,
o primeiro erre. 
as tuas mãos estão gravadas em mim 
e são eternas como um cravo pequeno, 
vinho, com bordas amarelinhas, tão delicado
e humilde. 
teu amor foi minha melhor escola.

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