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319. Rosa de Francisco

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18.10.2023 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
319. Rosa de Francisco
Da rosa de Hiroshima, rosa telepática, 
—a anti-rosa atômica, sem cor, sem perfume,
sem nada —
à rosa de Francisco, jamais desabrochada.

Ferida de pétala, a pétala queimada.
Fechada em seu botão, eternizada.
Amarela, sem rosa, sem nada. 
Ferida da rota alterada. 

Uma vez e outra vez em espinhos jogado, 
a rosa do amor que não é amado,
radioativa, estúpida, inválida.
Na memória ou na esperança: sempre cálida.

Beleza implodida, abortada. 
Pensem nos meninos cegos inexatos,
Pensem nos homens rotas adulteradas. 
A rosa mais uma vez murchada. 

Mas não se esqueçam, 
da rosa da rosa,
A rosa de Francisco, rosa adulterada.
A rosa estúpida e inválida.

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