285. Poço
Ler do Início
22.03.2023 | 1 minutos de leitura

Poesia

Pela enésima vez
o poço, o cântaro
e a sede insistente.
Aguardo-te com
as poucas forças
Que me restam.
E quero atirar-me
Daqui para baixo.
Sentir meu sangue
Misturar-se à água.
Ferir-me nas pedras
para silenciar
As sedes
Que não respondes.
Dá-me de beber,
Pois aprendi que tua
Sede é tocar as nossas.
Mas não falas nada,
É teu costume.
A fundura escura
Do teu silêncio,
Poderia ser quebrada,
Com o estalido da queda?
O corpo ferido
na água fria:
Lágrima, sede
O cântaro para sempre
Quebrado.
-
445. Peneira27.03.2025 | 1 minutos de leitura
-
441. Cagaita16.01.2025 | 1 minutos de leitura
-
437. onda05.12.2024 | 1 minutos de leitura
-
433. clarice20.11.2024 | 1 minutos de leitura
-
432. renovadas esperanças14.11.2024 | 1 minutos de leitura
-
428. controle24.10.2024 | 1 minutos de leitura
-
426. Na madrugada16.10.2024 | 1 minutos de leitura
-
424. Despedida03.10.2024 | 1 minutos de leitura
-
180. Um aprendizado26.09.2024 | 7 minutos de leitura
-
420. Já fui16.09.2024 | 1 minutos de leitura
- 445. Peneira27.03.2025 | 1 minutos de leitura
- 445. Mais tarde13.03.2025 | 1 minutos de leitura
- 444. Caminhos26.02.2025 | 1 minutos de leitura
- 443. No silêncio13.02.2025 | 1 minutos de leitura
- 442. O amor30.01.2025 | 1 minutos de leitura
- 441. Cagaita16.01.2025 | 1 minutos de leitura
- 440. Insólito19.12.2024 | 1 minutos de leitura
- 439. Ressaca12.12.2024 | 1 minutos de leitura
- 438. Não chores mais11.12.2024 | 1 minutos de leitura
- 437. onda05.12.2024 | 1 minutos de leitura