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285. Poço

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22.03.2023 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
285. Poço
Pela enésima vez 
o poço, o cântaro
e a sede insistente. 
Aguardo-te com 
as poucas forças 
Que me restam. 
E quero atirar-me
Daqui para baixo.
Sentir meu sangue 
Misturar-se à água. 
Ferir-me nas pedras 
para silenciar 
As sedes 
Que não respondes. 
Dá-me de beber, 
Pois aprendi que tua 
Sede é tocar as nossas. 
Mas não falas nada,
É teu costume. 
A fundura escura 
Do teu silêncio,
Poderia ser quebrada,
Com o estalido da queda? 
O corpo ferido 
na água fria:
Lágrima, sede 
O cântaro para sempre 
Quebrado.

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