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248. Poliamor

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09.06.2022 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
248. Poliamor
Tenho dormido ao lado de Adélia.
Ela me olha sorridente,
Seu poema é sarça ardente,
De que brota um tetragrama
Sempre indecifrável.
Enquanto isso, Clarice me ama,
seu olho me olha sedento
E eu lhe digo: vou ter tempo.
Mas fica sempre pra depois.
Ela me promete amizade sincera,
Uma felicidade clandestina,
Enquanto busco desculpar Deus
Por ter-me feito de carne e osso.
Se cuido de poemas ou matemas,
Estou sendo o interstício 
Dessas duas mulheres,
Enquanto o sexo balança murcho 
Escondido atrás de batinas.

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