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189. Esperança alvissareira

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14.01.2021 | 1 minutos de leitura
Solange Maria do Carmo
Poesia
189. Esperança alvissareira
Toc toc toc
Quem será nesse ano findo?
É a esperança tão maltrapilha
Em meu coração vem pedindo abrigo.

“Adeus, esperança traiçoeira,
Não insistas em querer ficar.
Qual sereia de canto belo,
Me iludistes com teu cantar”.

“Não sejas injusta comigo”,
Retruca a esperança, sempre guerreira,
“Na peleja de cada dia,
Cruzei contigo a cordilheira.

Segurei tua mão e te protegi,
Sobrando para mim as maiores investidas.
Em todos projetos empreendidos,
Fui sempre Eu a mais perseguida”.

Chateada se foi, com minha resistência.
A esperança me deu as costas resoluta.
Deixou-me dor, leve saudade
E a incerteza de seguir na luta.

Finda a esperança, entrou a desilusão.
Deu-me rasteira, fiquei imobilizada.
Gritei ainda acenando à esperança
Pedindo socorro desesperada.

“Não me abandones ao desalento, 
Volta, esperança alvissareira,
 Em todos os males que nos assolam
Sê tu minha companheira”.

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