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16. Mandato doloroso

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22.05.2017 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
16. Mandato doloroso

Ouvi o mandato doloroso e às pressas tomei meu amado


E parti.


Minhas fibras resistiam


E meu coração relutava


O suor de meu corpo estranhava


Mesmo a mim.


Subi o monte da aflição


Tendo o amado preso à mão


Enquanto o punhal já estava cravado


Definitivamente em minha alma.


Chorando deitei-o.


Amando-o beijei-o


E não quis sacrificá-lo.


Se a fé falhava?


Se o anjo não vinha?


A mão levantada cravou sim a adaga,


Mas meu próprio peito.


E amando até o fim


Entreguei-me.


Porque meu amor era maior que minha fé?


Ou porque a fé desistia?


Por obsessão explícita?


Por egoísmo definitivo?


Não tive tempo de responder...


Achava que dando a vida poderia mantê-la.


Pois, por certo, se sacrificasse o amado,


Já teria morrido.








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