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152. Espinhos

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08.05.2020 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
152. Espinhos

Os espinhos


Abraçavam-me


Por todos os lados:


Carne ferida,


Sangue minando,


Acostumado.


Mas Ele se achegou no


Caminho,


(Veio depois da espreita.


Veio desde o aquém


Das palavras.


Verbo, no silêncio das


Horas.


Encontro, muito mais do que


Fala.


Tocando o corpo,


Ao qual acena em seus


Mistérios.


E dando-se como


Sabor aos lábios


E como lágrima aos olhos,


E como calor


Ao coração crucificado).


E com carinho,


Tirou espinho por espinho.


E os plantou a todos.


Hoje há rosas,


Brotadas da dor.

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