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126. Na esteira da vida

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07.09.2019 | 1 minutos de leitura
Solange Maria do Carmo
Poesia
126. Na esteira da vida

Na esteira da vida,


Passeiam a dor e a esperança de mãos dadas,


Sem poder se desvencilhar.


Seguem caminhantes como irmãs siamesas,


Unidas pelo nascimento e sem chance de separação.


A vida de uma alimenta a outra.


O sangue de uma corre nas veias da outra.


Algumas vezes, a esperança corre faceira arrastando a dor.


Noutras, a dor pirraça e finca os pés no lugar, tirando a leveza da esperança.


Não raras ocasiões, a dor dá comida na boca da esperança e,


Mesmo sendo amargo o seu pão, ele a nutre e a fortalece.


Quando a esperança vacila, a dor a recorda da necessidade de sonhar.


E, se por acaso, a esperança adoece, a dor dilacerada chora por sua irmã.


Quase moribunda, a esperança vê a dor se extinguir, pois já não se importa mais com nada.


Então, a mãe resistência carrega-as no colo e reconcilia as irmãs.






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