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166. Deserto

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26.06.2020 | 1 minutos de leitura
Poesia
166. Deserto

Não há Brasil, como não há chuva a cair


A religião foi usurpada


Por milicianos da nossa ingenuidade


A terra é árida


Cubro-me de preto


Para sentir em mim que,


Se não tenho palavras, só lágrimas,


Grito, pela cor convencionada,


O luto por esse país que há de vir.







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