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165. Estado da arte

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25.06.2020 | 1 minutos de leitura
Poesia
165. Estado da arte

Das janelas, gosto das de tramelas,


Havidas no século passado


E que permitiam que abri-las de par a par


Era quase uma dança, um ballet.


Há palavras que me remetem a sonhos


E a memórias de outra vida.


É o caso de pão sovado.


Sinto cheiro e a textura de infância.


Queria mesmo era pintar,


para mim a mais linda das artes.


Pode-se pintar o cachorro deitado,


Como também se pinta a solidão.


Tivesse eu mão para pincéis


Pintaria a coragem, com cores fortes


Rabiscava, em crayon, gratidão


Não a palavra, mas o sentimento.


Juntaria ambas e ofereceria


Como se fosse uma flor, com laço e fita,


A quem não me deixou só nessa travessia.


...


(Poema dedicado aos que são a Faculdade Arnaldo, nesses 3 meses de isolamento empático)







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