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113. Sem vida

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16.04.2019 | 1 minutos de leitura
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Poesia
113. Sem vida

Tanta história queimada.


E tem o rio de lama.


A alma reclama,


Não há tempo pra nada.


São as minas,


E os rios de Minas.


São as águas do Rio,


Em poças, o sangue parado.


São os prédios tombados,


A chuva que arrasta,


A família alvejada,


Alunos acuados.


Tanta história sem vida.


Tanta vida sem história contada.


E a agora a catedral é que arde


Nas chamas doídas do sem-sentido.







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