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10. Lázaro

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10.04.2017 | 1 minutos de leitura
Poesia
10. Lázaro

Foi quando escutei
Seu grito.
Forte e imponente, um rompante
Estremecendo as pedras.


Foi quando escutei
Seu grito.
Vindo de fora, mas bem perto,
Acordando a vida dentro.


Foi quando fugiu
A morte,
Alquebrada pelo rompante,
Quando escutei seu grito.


E envolto nestas mortalhas,
Tristezas velhas e empoeiradas,
Leviandades,
Desconsolos meus...


Escutando aquela voz,
Inundado por aquela luz,
Trôpego, aflito, amarrado,
Pus-me de pé...







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