Artigos marcado com ‘poesia’

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193. Ode à imbecilidade

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  “A sabedoria esteve ao seu lado, contra a cobiça dos opressores” (Sb 10,11) “A internet deu voz aos imbecis” (Humberto Eco)   Assistimos a um desfile de bobagens na internet, na TV, na política, na religião… Parece que quanto menor o bom senso, maior a projeção nas redes sociais. Quanto maior a ignorância, maior […]

96. Equívocos

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  Houve um tempo na história Que o branco assim pensou. Ser maior a sua glória Ser o negro inferior. Gente, assim pensava Ser correto tal procedimento Que o castigo, a senzala Não era injusto sofrimento. -Negro não tem cultura! Deus também assim pensava Vai, faz rica a burguesa brancura Trabalha e morre gente escrava. […]

192. Sobre a arte de entender sem compreender

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“Mal podemos conhecer o que há na Terra, e a muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos” (Sb 9,16) “O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em […]

95. Mariana (ou recomeçar depois da lama)

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Sobre escombros, Construí meu ninho. Pendurei pensamentos Na sala desfeita. E na cozinha, de lama e entulho, cozinhei meus sonhos. Dormi sobre restos de esperança E no despertar da aflição Fez se novo dia no amanhecer do coração Poesia anterior: 94. Centelhas Próxima poesia: em breve…

235. Resistir no amor

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Senhor, parece que o ódio e a maldade tomam conta da nossa Terra. De todos os lados, chegam notícias de violência, medo e opressão. A cultura do ódio parece engolir a todos sem pedir licença. E nós, Senhor já estamos exauridos de tanto lutar. Em nossos olhos, ainda há um tênue lampejo de esperança e […]

94. Centelhas

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O vento sopra frio Estremece até a espinhela Cá dentro, a chama da esperança Mantém tudo acalentado. Ah! Suspiro pensando: o que seria de nós, sem tal centelha? Poesia anterior: 93. Santos Armados Próxima poesia: em breve…

234. Prece à mãe negra

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Ó mãe preta, Preta igual aos negros da senzala, Igual à pele dos torturados, Roxeada pelos hematomas. Com quem podem se sentir Irmanados os sujos mendigos, Os pobres que se arrastam pela sarjeta E reviram os lixões, Os que não se sentem vistos. Olhai pra estes que são invisíveis, Perambulai com os pobres nos caminhos […]