Artigo por Solange do Carmo

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220. Da liturgia ritual à liturgia existencial

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Os ritos e os símbolos da noite santa são um caminho iniciático, ou seja, um trampolim para nos impulsionar no mergulho no mistério da fé cristã. Mas, para além desses ritos que a Igreja nos oferece, o verdadeiro lugar da celebração da páscoa não é o templo, mas é o mundo. Basta recordar o que disse Jesus à mulher Samaritana…

219. Esperançar em tempos de covid-19

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Por isso ainda continuo crendo no amor, lutando pelos direitos dos mais frágeis e sentindo aquela indignação diante da atitude dos perversos. É preciso continuar esperançando a esperança dos sonhadores, dos que sabem que tudo passa…

218. Fraternidade gratuita

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Nestes tempos de pandemia da covid-19, desserviços à humanidade pululam por toda parte. Desde o tal mito que governa o país até o mais simples operário, todos podem contribuir para a salvação de muitas vidas com suas grandes decisões ou com suas pequenas…

217. Pão feito em casa

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Quem estiver disposto a amar deve estar disposto também a sofrer, a perder seguranças, a abrir mão de seus privilégios. Parece que amor e sofrimento são gêmeos siameses, sempre grudados, inseparavelmente unidos pela lógica da nossa contingência, pelas demarcações de nossa…

216. Os efeitos da negação

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A crise civilizacional que passamos é assustadora. O coronavírus colocou a humanidade em xeque. Já fazia tempo que minha sobrinha bióloga vinha me dizendo que a humanidade é um projeto que não deu certo. Pareceu-me pessimismo. Bom, devo concordar pelo menos no que diz respeito ao modelo social vigente: alguns poucos se armando até…

215. Sobre analfabetismo existencial e paixão pela vida

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Para quem sabe ler um pingo é letra, diz o dito popular. Há muito o que ler nos livros, nas revistas e nos jornais. Há muito o que ler nas telas, nas redes sociais… O que não falta é material para ler. Mais importante, porém, que ler as letras, as palavras, as frases e os textos, é ler os acontecimentos da…

214. Vida partilhada

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Num país de desiguais, partilhar o pão é gesto revolucionário. Incomoda os poderosos, ofende os incautos, desinstala os acumuladores. Há uma força intrínseca na partilha. O gesto simples e natural de partir e repartir os bens necessários à vida tem o peso de um…