Artigo por Pe. Eduardo César Rodrigues

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30. Lancei as redes

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Lancei as redes Uma noite inteira E nada. Uma e outra vez Nas águas paradas, E nada. Ouvi então sua palavra. Deixar as águas Rasas. E as redes desceram Fundo. Puxei-as E nada. É tua voz que escuto? É tua voz que escuto? Vou lavar as redes, Às margens, Com lágrimas. Poesia anterior: 29. Com […]

32. Sob a sombra

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Pelo deserto, calejar os pés, abrasar os ombros, suar as tristezas de não encontrar lugar. Fugir da morte que espreita, salvaguardar o restolho de vida, a que vai desanimando. Um dia pelo deserto, um minuto que seja…

36. Dá-me de beber!

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tudo está dito nisto: tenho sede.
sede, no deserto, sob o sol do meio dia. sede, à beira do poço, carregando a lata no peito. sede, pendurado na cruz, agonizando os suspiros de uma crucifixão prolongada.