Artigo por Eduardo César Rodrigues Calil

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108. Longe das celas

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  Sozinho, Nessa clausura mais Íntima, Longe das celas, Mas dentro – coelum profundo, Onde voo, Encaro a foto do menino Que fui. E aqueles olhos brilhantes, O sorriso crispado, De canto, Dono-de-si, Perguntam-me Aonde vou. Poesia anterior: 107. Coragem Próxima poesia: em breve…

107. Coragem

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Enquanto uma chuva De pedras Incomoda os carros Na rua… Dentro da casa, Nua, Deitada sobre a cama, Está a coragem… Se ousar levantar-se, Seu estrondo reboará Mais forte que o Trovão. Poesia anterior:106. Jogo do empurra Próxima poesia: em breve…

105. Missa de Natal – Final

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Oia só que bilizura No casebre pequenino  O bom José e sua Maria, uai No balaio, o Deus minino. Tem jardim lá no terrero Hortelã, rosa e jasmim. Está tudo uma buniteza, uai Nunca vimos coisa assim.  Vejo rosas lá no pé E Maria a lavorá  Tô escutano o bom José, uai Cantano cantiga de niná […]

99. Missa de Natal – Ato Penitencial

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Piedade, meu Deus vivo, Piedade, meu Sinhô. Confiamo em sua bondade Nos socorre, faiz favô. Piedade, Deus minino, Piedade bão Jesuis. Precisamo de sua força. Precisamo de sua luiz. Piedade, ó Deus vivo, Piedade, tem amô Nóis num somo gente santa Somos povo pecadô. Poesia anterior: 98. Missa de Natal – Entrada Próxima poesia: em breve…

98. Missa de Natal – Entrada

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Óia só quem já vem vino  Óia só quem já vem lá  Uma estrela tá luzino e-ô E a multidão chega a cantá Vem gente de toda banda.  Vem muié, home e menino Todo mundo já vem vê ê-ô Nosso Deus tão pequinino  Pros festejo do Natal os convidado tão chegano Vejo alegre os compade ê-ô E […]

97. Estreitezas

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O entardecer me encheu de poesia. Mas ela não tinha palavras. Era um estupor com tristeza… A lembrança de uma música e a saudade do desconhecido. Essas coisas sem nome que acertam a gente, enquanto o sol se esconde entre nuvens rubras… Tentei ainda assim escrevê-las, mas as poesias mudas não aceitam desobediências. As palavras […]