Crônicas

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172. Gratidão

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O calendário da Igreja Católica, em novembro, marcou o encerramento de mais um ano litúrgico com a festa de Cristo-rei. Com o advento, começamos novo ciclo celebrativo e, pela fé, recomeçamos a vida a partir da encarnação, do mistério do Deus feito homem. O calendário civil…

171. Pó e luz: da apoteose às cinzas

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Mais uma vez é Quarta-feira de cinzas e somos chamados a voltar o coração para Deus, fazer uma viagem para nosso interior e procurar descobrir o que ainda nos impede de ser pessoas melhores. A Quaresma é tempo litúrgico oportuno para nos humanizar, para nos transformar em…

170. Contra o fluxo

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Quando jovem, certa vez, numa viagem, precisei apear (assim dizem os mineiros) em São Paulo e tomar outro ônibus. Eu era mocinha do interior e acho nunca tinha saído de casa. Estava acompanhada por mais seis jovens, bem mais espertinhos e…

169. Sagrado ócio

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Que o descanso é coisa sagrado, parece não haver dúvida. Até Deus descansou no sétimo dia, depois de seis dias de peleja na criação do mundo. O antropomorfismo bíblico – que insiste em dar formas e características humanas a Deus – deu-lhe também o direito do…

168. Largueza de coração

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Quando a gente retorna à casa paterna, à cidade natal, retorna também ao vivido e ao experimentado no passado, seja o aconchego da infância ou os tormentos das dores familiares. De volta à casa onde morei com meus pais, apesar de…

167. Recobrando a visão

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Por mais que a Escritura Sagrada nos faça ver o lado sombrio do ser humano, dizendo “nada mais ardiloso e mau que o coração humano” (Jr 17,9) ou que ela desdenhe quem coloca sua esperança no semelhante, dizendo…

166. O valor da amizade

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“Um amigo fiel é poderosa proteção; quem o encontrou, encontrou um tesouro” (Eclo 6,14)   “A amizade é um amor que nunca morre” (Mario Quintana) Coisa boa é ter amigos. Quem não se recorda daqueles amigos de infância e das boas peraltices realizadas juntos? Parece que, desde sempre, esses amigos fazem parte da nossa história. E […]

165. Mudanças

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A minha vó materna sempre dizia: “coisa mais certa é, depois de ficar véio, morrer; véio não dá conta de tanta novidade desse mundo não”. Lembro-me perfeitamente do seu escândalo quando viu pela primeira vez um homem e uma mulher se beijando na…

164. Ser criança

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Não raro tenho me deparado com situações que me fazem perceber que crescemos e nos tornamos adultos sérios demais. Tornamo-nos adultos duros, incapazes de sorrir, de olhar a vida com simplicidade; perdemos a capacidade de…

163. Põe entre o meio das pernas

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Meu pai era um homem pobre e simples, sem nenhum estudo, mas era pessoa de rara sabedoria, daquela que se aprende não com os livros ou a pesquisa, mas com os amigos e a vida, como disse Cora Coralina. Acho até que ele era da mesma têmpera que…