Eu rio de mim
como nascente de emoções aventuradas
a afluir límpida sob um sorriso audacioso.
Rio assim,
deixado à deriva pelas correntes de ar do hálito quente
que de minha boca sopra numa noite densa e solitária

os versos sacanas de qualquer rebeldia juvenil.
Eu rio,
me comprazo, vou ao encontro do mar
que mar não sei.
Sorrio, caudal de águas lacrimantes
em várzeas cultivadas de paixão.
Por isso rio, vou ao encontro do mar.
Mãe d’água sereia me chama
nas funduras meu riso deitar


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