7º Encontro

TER FÉ NÃO É SER BOBO E INGÊNUO

1. ACOLHIDA E ORAÇÃO INICIAL
– Receber a turma com disposição. Fazer momento de animação.
– Sossegar a turma para rezar. Fazer o Sinal da Cruz.
– Cantar a música “Jesus veio trazer a sua salvação“. Motivar: Jesus veio trazer sua salvação para todos nós. Ele quer que nós possamos abrir nosso coração para ele entrar e nele morar. Cada um pode colocar a mão em seu coração, fechar seus olhos, conversar com Deus. Diga a Jesus que você quer que ele viva sempre em seu coração, pois você quer ser seu amigo verdadeiro, seu amigo do peito.
– Repetir uma prece com o catequista, renovando o propósito de ser fiel a Jesus, crescendo sempre mais no amor e na fé: Jesus amado, venha me dar força e coragem, para ser sempre fiel à sua Palavra. Que sua força me renove, que seu amor me sustente e que sua alegria invada toda a minha vida. Assim seja!

2. O QUE A BÍBLIA DIZ
Motivação
Tem gente que pensa que fé é coisa de gente boba, que não sabe das coisas, que nunca estudou nem teve chance na vida. Mas a Palavra de Deus mostra hoje que a fé, ao contrário, traz sabedoria e motivação para a nossa vida. Por isso, é coisa de gente inteligente que quer lutar pela sua realização. Vamos ouvir atentamente.

Texto: 2Tm 3,14-17
Eu incentivo você a permanecer firme naquilo que aprendeu e acreditou. Você sabe de quem aprendeu. E desde a infância conhece as Sagradas Escrituras e sabe que elas têm poder de proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.
– Palavra do Senhor!
– Graças a Deus!

Partilha
• Paulo escreve a seu colega Timóteo. Que conselhos Paulo dá a seu colega?
• Paulo fala que as Sagradas Escrituras, isto é, os ensinamentos de Deus têm um poder. Que poder é esse?
• A Palavra de Deus é útil para quê, no dizer de Paulo?

Aprofundamento
– Esse texto mostra o efeito que a fé verdadeira produz em nós:
a) Traz sabedoria: Uma fé bem profunda e enraizada no conhecimento da Palavra de Deus é verdadeira fonte de sabedoria. Essa sabedoria é a arte de orientar a vida inteligentemente, de acordo com o plano de Deus. A fé verdadeira produz sabedoria e não tolice. Bobo é quem não busca as coisas de Deus
b) Ensina: A fé madura, enraizada na Palavra de Deus, constitui um verdadeiro ensinamento. A gente aprende muito, quando se dedica ao conhecimento das coisas sagradas. Esse aprendizado nos faz mais maduros e sábios, produzindo conhecimentos que nos orientam por toda a vida.
c) Repreende: Repreender quer dizer alertar, despertar a pessoa, acordá-la para a realidade. A fé madura chama a atenção da pessoa para as coisas que são realmente importantes e incentiva a buscar sempre o melhor.
d) Corrige: A fé madura ajuda a superar as falhas, que todo mundo tem. Nesse sentido, nos aperfeiçoa e nos faz crescer.
e) Forma: A fé madura nos dá uma formação, isto é, uma bagagem de conhecimentos, valores e princípios que nos torna maduros diante da vida. Nesse sentido, a fé faz a gente ficar mais maduro.
f) Capacita para o bem: A fé torna a pessoa capaz de ser boa, de fazer o bem. O ser humano precisa ser bom e cultivar a bondade como estilo de vida. Nesse sentido, a fé presta um serviço a toda a humanidade, ajudando as pessoas a cultivar os bons sentimentos e as boas atitudes que ajudam o mundo a ser melhor.
– Por tudo isso se vê que a fé é algo extremamente positivo e inteligente, útil para cada pessoa e para a sociedade, porque ajuda as pessoas a serem mais maduras e realizadas. A fé eleva as pessoas e, com isso, eleva o mundo.

3. ATIVIDADE
Sugestão
– Convidar a turma para debater melhor sobre a fé madura e a fé imatura ou ingênua. O catequista expõe algumas situações e a turma deverá dizer se se trata de fé madura ou ingênua, boba mesmo, e explicar por quê. Quando dizemos fé boba, não estamos chamando ninguém de bobo; estamos apenas falando da fé imatura que não serve para muita coisa. Expor as seguintes situações. Ver, em cada situação, o que a pessoa deveria fazer para amadurecer sua fé.

1. Dona Maria anda com uma medalha de Nossa Senhora das Graças na bolsa. Ela diz que é devota de Nossa Senhora, mas não conhece nada sobre a vida de Maria, mãe de Jesus, que chamamos de Nossa Senhora. Vez ou outra, ela tira a medalha do bolso e a beija, pedindo proteção, pois ela tem muito medo de mau-olhado. Fé madura ou ingênua? O que Dona Maria precisa fazer para amadurecer sua fé?
2. Seu João é caminhoneiro. Pendurou uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida em seu caminhão, para dar proteção. Mas ele dirige embriagado, em altas velocidades, não segue as leis de trânsito. Ele pensa que a imagem de Nossa Senhora Aparecida vai dar a ele total segurança. Fé madura ou ingênua? O que ele precisa fazer para amadurecer sua fé?
3. O Antônio não é caminhoneiro, mas é muito devoto de São Geraldo. Ele não vai à missa, não comunga, não atua em sua comunidade e quando reza, é sozinho na sua casa. Antônio acha a maior bobeira esse negócio de Igreja. Mas, uma vez por ano, ele organiza uma grande romaria a um santuário de São Geraldo que fica em uma cidade próxima. Fé madura ou ingênua? Em que ele precisa amadurecer?
4. Tiago é um menino bem intencionado. Sempre que passa em frente a uma igreja ele faz o Sinal da Cruz. Se estiver de boné, até tira o boné porque está passando em frente a uma igreja. Mas ele não entra na igreja para rezar, não freqüenta catequese, nem missa, nem nada. Fé madura ou ingênua? O que ele precisa fazer para amadurecer sua fé?
5. Dona Ana se diz muito devota. Todo ano ela participa da Semana Santa, especialmente do domingo de ramos. Ela leva para casa os ramos e os deixa secar. Quando arma uma chuva, ela põe os ramos no fogo e diz que é para espantar a chuva. Se dependesse dos ramos de Dona Ana, não choveria nunca. Fé madura ou ingênua? Em que ela precisa amadurecer?
6. Joãozinho é menino levado. Não gosta de estudar. Nunca pega nos cadernos. Quando a professora marca prova, ele pede a Deus que o ilumine com o Espírito Santo, para lhe dar muita inteligência. Mas ele sempre afunda nas provas, apesar de rezar. Fé madura ou ingênua? O que ele precisa entender para ter fé madura?
7. Maria quer se casar. Todo dia ela pega uma imagem de Santo Antônio e coloca dentro d’água. De noite, bebe a água e fica esperando aparecer o marido. Está solteira até hoje. Fé madura ou ingênua? Por quê?
8. O jogador entra em campo, faz o Sinal da Cruz, chuta a bola e ela entra: gol! Ele nem freqüenta igreja nenhuma, nem reza em casa, nem lê a Bíblia. Leva uma vida estranha, aprontando tudo quanto é confusão. Mas diz que foi Deus quem fez o gol. Fé madura ou ingênua? Por quê?
9. Dona Antônia conhece todos os santos, sabe o nome de todos: São Brás protege a garganta; Santa Rita resolve as causas impossíveis; Santa Edwiges resolve as questões financeiras. Pelo menos ela pensa assim. Mas ela não conhece a doutrina da Igreja, não sabe os ensinamentos de Cristo. Quando vai à missa, fica o tempo todo rezando o terço e não presta atenção na celebração. Fé madura ou ingênua? Por quê?
10. Um cantor muito famoso não entra no palco para fazer sua apresentação, sem antes fazer o Sinal da Cruz e rezar um Pai Nosso. Ele é muito rico, mas não ajuda a ninguém. Ele não freqüenta igreja nenhuma, nem pratica sua fé. Não conhece os ensinamentos de Deus e acha bobagem tudo o que a Igreja ensina. Fé madura ou ingênua? Por quê?

Conclusão
Ter fé é muito importante. Mas não serve uma fé qualquer. Precisa ser uma fé verdadeira, profunda, sincera. Bem compreendida e bem assumida. Quem tem uma fé confusa e mal esclarecida acaba ficando cheio de ideias atrapalhadas que confundem mais que ajudam. Por isso, é preciso melhorar a cada dia a nossa fé. Os recursos para isso estão aí: nossa catequese, nossa Igreja, nossas comunidades. Quanto mais e melhor a gente participar, mais nossa fé vai se desenvolver e se tornar madura e inteligente. Essa fé madura e esclarecida nos fará muito bem.

4. ORAÇÃO FINAL E ENCERRAMENTO
– Hoje aprendemos que ter fé não é ser bobo ou ingênuo. Muitas vezes as pessoas são cheias de crendices e superstições e acham que têm muita fé. A fé verdadeira, como vimos, é comprometer-se com Jesus, buscar o crescimento espiritual, viver na presença de Deus. (Pode-se lembrar o que foi falado sobre a fé madura nos encontros anteriores).
– Cantar a música “Ter fé”. Que tal cantar toda, para recordar todos os temas?
– Fazer momento de louvor, agradecendo a Deus pelo dom da fé. Lembrar alguns dos aspectos mais importantes de nossa fé, que contribuem para a nossa realização e nos ajudam a viver em paz. Ir lembrando espontaneamente, alternando com a música 2 ou outro refrão. Pode-se fazer isso em forma de preces. Cada criança poderia fazer uma.
• Nós cremos em Deus que nos ama. Sabemos que, em qualquer circunstância, ele nos ama e nos acolhe. Isso nos ajuda muito.
• Nós cremos em Deus que nos garante a vida eterna. Sabemos que nossa vida tem imenso valor, por isso não termina nesse mundo, mas dura para sempre.
• Nós cremos em Jesus e sabemos que ele passou pelo mundo nos ensinando o caminho da verdadeira vida e da felicidade completa.
• Nós cremos em Deus que nos perdoa. Quando falhamos, Deus nos acolhe e ajuda a superar nossas fraquezas.
– Encerrar, cantando toda a música “Eu creio sim“.
– Motivar a turma para o próximo encontro que será uma celebração. Seria ótimo fazer uma boa confraternização como encerramento.

Dicas para o catequista
– O problema da fé ingênua é que ela não é suficiente para sustentar o crente nos momentos difíceis. Na hora da dor, vem a desilusão. A pessoa acreditou que só fazer o Sinal da cruz ou uma promessa era suficiente, mas não foi. Como lidar com isso? Só mesmo a fé madura pode ajudar a compreender e a enfrentar as vicissitudes da vida.
– Há muitos católicos que se dizem católicos, mas que não valorizam sua fé nem procuram amadurecer e compreender melhor o que Deus espera de nós. O catequista pode aproveitar esse encontro para mostrar às crianças a importância de ser um católico bem formado, consciente e participativo. Isso só pode ajudar na caminhada.
– Há ainda as questões debatidas entre ciência e fé. Ficar contra a ciência é quase sempre uma atitude suspeita. Mas achar que a ciência sem a fé vai resolver os problemas da humanidade é ingenuidade. A ciência pesquisa e descobre coisas muito importantes para toda a humanidade. A Igreja é sempre a favor da ciência, quando usada para o bem e para o progresso da vida. Mas a Igreja defende que a ciência tenha que se submeter à ética. A gente pode entender a ética como o conjunto de valores que protege e defende a vida humana. Se a ciência ficar contra a vida, não ajudará em nada. A Igreja não é contra a ciência. É contra, isto sim, o uso da ciência contra a vida humana. Quer um exemplo? Santos Dumont inventou o avião. Isso trouxe um progresso enorme nos meios de transporte. Mas depois usaram o avião para fazer guerras. Dizem que o próprio Santos Dumont ficou triste quando viu sua invenção ser usada para jogar bombas atômicas sobre o Japão, na segunda guerra mundial. Assim, as novas tecnologias podem promover a vida ou podem ser usadas para destruí-la. Quando promovem a vida, a Igreja aplaude. Quando destroem, a Igreja protesta.
– Lembramos que o próximo encontro é a celebração para encerrar a última etapa. Que tal fazer uma especial confraternização de fim de ano. Aproveite para motivar a turma a perseverar.


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Próximo encontro:     Evangelização Fundamental – Mód. 3 – 4a Etapa – 8o Encontro
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