3

13 Então, Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, até junto de João, para ser batizado por ele.
14 Mas João queria impedi-lo, dizendo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”.
15 Jesus, porém, respondeu-lhe: “Por ora, deixa, é assim que devemos cumprir toda a justiça!”. E João deixou.
16 Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água, e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba, e vir sobre ele.
17 E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado”.
 

4

1 Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para ser posto à prova pelo diabo.
2 Ele jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Depois teve fome.
3O tentador aproximou-se e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!”
4 Ele respondeu: “Está escrito: ‘Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”.
5 Então, o diabo o levou à cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo
6 e disse-lhe:“Se és filho de Deus, joga-te daqui abaixo! Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a teu respeito e eles te carregarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.
7 Jesus lhe respondeu: “também está escrito: ‘Não porás à prova o Senhor teu Deus!’”.
8 O diabo o levou ainda para uma montanha muito alta. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua riqueza,
9 e lhe disse “Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar”.
10 Jesus lhe disse: “Vai embora, satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto’”.
11 Por fim, o diabo o deixou, e os anjos se aproximaram para servi-lo.

Situando

“O Reino dos Céus está próximo” (Mt 3,2) era o anúncio gozoso do Batista na perícope anterior. O Reino estava, de fato, às portas; em silêncio, nos umbrais; discretamente chegando. Agora chega, sem mais delongas, e, no seu agir, surpreende e desinstala… Mas há dificuldades na implantação do Reino e Jesus também vai experimentá-las. As tentações da vida estão sempre tentando impedir que o Reino dos Céus aconteça.

Para fazer-se batizar

 Jesus chega da Galileia, onde o deixamos no final do capítulo dois (cf. Mt 2,22-23). Ele vem para o Jordão com o propósito de ser batizado por João (v. 13). Até aqui, o relato coincide, no essencial, com os demais Sinóticos (cf. Mc 1,9-11; Lc 3,21-22). Mas, nesta altura, Mateus acrescenta um detalhe ausente nos relatos paralelos de Mc e de Lc: João acha um despropósito que Jesus – o messias! – se faça batizar por ele – apenas seu arauto e precursor! (v. 14a). Não deveria surpreender-se o leitor, pois já foi advertido pelo próprio Batista: “Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu não sou digno nem de levar suas sandálias” (Mt 3,11). Na interrogação colocada pelo Batista, vislumbra-se a polêmica que provavelmente acontecia, no tempo de Mateus, entre cristãos e batistas (v. 14b). Os batistas, baseando-se no batismo de Jesus por João, alegavam a superioridade do seu líder (cf. Mt 9,14). Por detrás desta discussão, outra ainda maior se esconde: Que batismo teria maior validade: o praticado pelo Batista ou o praticado, no seio das comunidades cristãs, por mandato do próprio Senhor? (cf. Mt 28,19b). O Evangelista reage: João batizou Jesus, mas este é claramente superior àquele. Está clara a superioridade do batismo cristão, praticado por sua comunidade, mas como Mateus vai explicar que o Batista tenha batizado Jesus?

A resposta de Jesus sintetiza, em pouquíssimas palavras, a motivação que perpassa seu coração de princípio a fim: “devemos cumprir toda a justiça” (v. 15). O conceito de justiça – lembremos – exprime a atitude do homem que vive cingido, qual uma veste ajustada ao corpo, à vontade do Criador (cf. estudo 5). Distingue-se, portanto, da pobre justiça farisaica, que, por ajustar-se à letra da Lei sacrificava o espírito que, no deserto, inspirara a sua promulgação. A Lei tinha sido dada, de fato, para promover a vida e o seu fundamento, que é o amor; mas o legalismo, que só sabe de normas inflexíveis, apaga a vida e sufoca o amor. Por outro lado, a expressão de Jesus, formulada no plural – “devemos cumprir” –, engloba a pessoa de João – também ele deve cumprir toda a justiça – e reafirma a superioridade de Jesus, que, para Mateus, aparece sempre no papel de Mestre, mesmo com relação ao Batista. Pois, se João quer viver segundo a justiça genuína, não tem outro caminho senão escutar a Jesus, ordem dada também a todos os cristãos em Mt 17,6: “Este é meu Filho amado… escutai-o!”.

Mateus propõe, de fato, o ensinamento e a vida do Mestre Jesus – o novo Moisés – como a norma suprema e exclusiva do discípulo. Mais do que isso, propõe a palavra e a vida do Mestre como critério excludente de qualquer outro critério – seja cultural, seja econômico, seja moral, seja litúrgico, seja canônico! Fazer-se batizar por João é, pois, “cumprir a justiça”, ou seja, é para Jesus um ato de obediência filial. Mas por que pediria o Pai uma coisa assim a seu Filho? A nós, acostumados com a doutrina sobre o pecado original que sustenta a teologia do sacramento do batismo, incomoda ver o Mestre na fila dos penitentes como se ele precisasse também de perdão. A compreensão do batismo como o sacramento que apaga o “pecado original” dificulta a reta interpretação da perícope comentada. Por que motivo Jesus – perguntamo-nos –, que nasceu livre da mancha original, se deixou batizar? Não é esse, contudo, o foco do Evangelista, que certamente não estava preocupado com o pecado original, cuja doutrina só foi elaborada por Santo Agostinho, séculos depois e que Mateus, no ano 80 d.C, desconhecia. Mas, então, por que motivo devia Jesus ser mergulhado nas águas do Jordão? Simples. Porque o batismo constitui um rito de passagem, isto é, um ponto decisivo no percurso da vida. Os congregados por João mostravam por este rito seu desejo de recomeçar e sua firme resolução na implantação do Reino que o Batista anunciava. Importava deixar tudo para trás para se comprometer com o Reino dos Céus, que exigia exclusividade e dedicação sem medidas. Considerado a partir desta perspectiva, era fundamental que Jesus “passasse” pelas águas do Jordão, ou seja, que se agregasse ao povo convocado por João, sinalizando que deixava, como qualquer homem, a segurança dos primeiros anos de vida e abraçava, em meio às incertezas, seu destino existencial. Tão importante foi para Jesus o batismo que marcou um antes e um depois no caminho do Senhor. Ele teve de deixar para trás o calor da família, a companhia dos amigos e a segurança de Nazaré, para abraçar um novo estilo de vida e, no final da sua jornada, o madeiro da Cruz – que o batismo, símbolo da morte, prefigurou. Observemos que, só depois da morte do mestre João, Jesus assume o protagonismo do Reino, dando continuidade ao trabalho do Batista (Mt 4,12-17). O batismo de Jesus não é para apagar o pecado original; é símbolo de sua pertença ao povo congregado por João e comprometido com o Reino. E é em sinal do compromisso com esse Reino que ele se faz batizar.

Ao sair das águas, o céu, que simboliza a morada do Altíssimo e representa, portanto, o âmbito do sagrado, se abriu (v. 16a); não apenas provisoriamente, mas de modo definitivo, garantindo a comunicação perene e plena entre Deus e Jesus. A imagem, própria do gênero apocalíptico, antecipa o rasgamento do véu do Templo, que acontecerá, metaforicamente, no momento da morte do Senhor (cf. Mt 27,51). Então, cairá definitivamente a cortina que separava, no âmbito judaico, Deus do seu povo e, em última instância, da humanidade. Desce, então, “como uma pomba”, o Espírito sobre o messias (v. 16b). A visão referida restringe-se a Jesus: “ele viu” – tal como em Mc. Trata-se, pois, de uma experiência personalíssima, acontecida no íntimo do coração. Contudo, essa experiência produz consequências visíveis: uma vida plenamente ajustada à vontade de Deus. Mateus não identifica, sem mais, o Espírito de Deus com um pássaro, mas lança mão de uma imagem bíblica bem eloquente no contexto judaico. No relato mítico do Dilúvio, de fato, uma pomba, com uma rama de oliveira no bico, anuncia a Noé que as águas não mais cobriam a terra e anuncia o início de uma nova criação (cf. Gn 8,11). Agora, em Jesus, o “novo Adão”, a recriação primordial do cosmos e da humanidade alcança seu fim (cf. estudo 4). Realiza-se plenamente, aliás, o oráculo de Isaías, que subjaz discretamente ao relato mateano: “Um broto vai surgir do tronco seco de Jessé, das velhas raízes, um ramo brotará. Sobre ele há de pousar o espírito do Senhor, espírito de sabedoria e compreensão, espírito de prudência e valentia, espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11,1-3). Jesus é, pois, o “novo Davi”, anunciado pelo profeta, e o batismo é a unção real. Nele pousa, “como uma pomba”, o Espírito de Deus, para ficar.

Uma voz celeste completa o quadro apocalíptico delineado: “Este é o meu Filho amado; nele está o meu agrado” (v. 17). Notemos que, em vez de “Tu és”, como se lê nos relatos paralelos de Mc (cf. Mc 1,9-11) e de Lc (cf. Lc 3,21-22), aparece “Este é”. Mateus, de fato, retocou o oráculo divino da versão marcana, que lhe serve de fonte, de acordo com sua teologia. Uma vez que a doutrina do “segredo messiânico”, característica de Mc, está ausente em Mt, não há necessidade de limitar o acesso à divina revelação. Antes, ela se dirige aos presentes – e à Igreja mateana –, para que todo o mundo saiba que Jesus é o Filho de Deus. Não há, pois, desculpas para quem rejeitar o Evangelho de Jesus Cristo, que o próprio Pai legitimou. Quem assim age – e isto é um aviso dirigido, especialmente, ao judaísmo oficial –, rejeita a Palavra do próprio Deus. Fica bem claro para o leitor do Primeiro Evangelho que Jesus é o messias, o enviado do Pai, e que quanto a isto não há dúvida alguma. Quem não aceitar esta verdade, quem não acolher a voz que diz: “Este é meu filho” não terá como se desculpar dizendo: “isto era segredo; não estava posto às claras”. Não! Para Mateus, Jesus é o messias e Deus o declara como seu filho amado desde o princípio de sua vida pública. Quem quiser acolhê-lo é só ter disposição para entrar no grupo dos seguidores que vão se tornar discípulos dele, o novo Moisés, que dá a nova Torah.

Sendo provado e aprovado

Tendo sido batizado, Jesus é conduzido pelo Espírito para ser provado no deserto pelo diabo (4,1). Para Mateus, é claro que a vida de Jesus, em quem repousou o Espírito no batismo, será inevitavelmente, desde o batismo, conduzida pelo Espírito. Mas por que então o Espírito o conduziria ao deserto – reconhecido na tradição judaica como lugar da prova ou tentação (cf. Sl 95) – para ser provado pelo diabo? Não deveria o Espírito poupar Jesus e não lançá-lo no fogo da provação? Mas como poupar alguém das vicissitudes corriqueiras da vida? A vida é uma prova, um deserto… Como o povo de Israel que atravessou o deserto numa jornada penosa em busca da Terra Prometida, Jesus – o novo Israel de Deus, seu filho primogênito – também deve passar pelas incertezas do deserto. Porque a vida não poupa ninguém e o Nazareno não é exceção à regra.

Para melhor compreensão do texto, não podemos nos furtar de rápida explicação sobre a figura do diabo. Quem acompanhou o estudo do Evangelho de Marcos – cuidadosamente elaborado pelo Frei João Júnior – já sabe que o diabo ou satanás não representa o capeta do imaginário católico, criado bem posteriormente, já na Idade Média. Diabo (aquele que divide), satanás (aquele que acusa) ou espíritos impuros são tudo o que impede de o Reino acontecer, ou seja, o antirreino. É uma figura de linguagem para falar das dificuldades que a proposta de Jesus encontra para abrir caminho no coração humano e na sociedade como tal. Isso não significa que afirmemos que o diabo como tal não exista. Isso é outro problema, que deixamos para os dogmáticos e o magistério resolver. Mateus está usando uma figura conhecida da tradição – especialmente conservada no livro de Jó como o tentador – para dizer que Jesus, o novo Jó, vai ser tentado e não se deixará seduzir. Se o justo Jó do AT já passou no teste do tentador, muito mais Jesus, o Justo de Deus que a todos justifica, enfrentará satã e o humilhará com sua fidelidade.

Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites (v. 2), diz Mateus. O número quarenta é significativo: em anos, lembra o tempo de uma geração, como aquela que passou pelo deserto e pereceu no caminho; em dias, traz à tona a quarentena necessária até se ter certeza de que uma doença não era contagiosa. Certamente o número quarenta é teológico, não aritmético. Se já sabemos que a bíblia não lida com relatos factuais (acontecidos tal e qual o relato) mas teológicos ou catequéticos (com a intenção de anunciar Jesus e seu Reino), então fica mais fácil entender que esses quarenta dias dizem respeito à vida toda de Jesus, sempre vivida na fidelidade ao Pai (simbolizada pelo jejum e oração).

Em meio a tanto jejum, Jesus teve fome, diz Mateus. Ora, fome todo mundo tem. Jesus não é diferente dos mortais, no modo de sentir a vida, de experimentá-la. É na vida corriqueira, no andar da carruagem da vida pelos caminhos do deserto que somos tentados, especialmente na hora da fragilidade, da dor, da angústia. O tentador aproximou-se como quem não quer nada e começou sua sedução. Pobre engano! Não sabia ele que Jesus – experimentado no amor do Pai – não se deixaria seduzir por suas enganadoras e insignificantes propostas. Que oferta poderia ser maior que a comunhão experimentada com o Pai no batismo? Haveria alguma sedução capaz de ser mais encantadora que a sedução amorosa do Pai, que o declarara Filho em quem tinha posto seu agrado? (v. 17). Ora, o diabo quer deixar Jesus dividido, como se fosse possível ter um coração que pertence a Deus e o engana ao mesmo tempo. E o argumento da sedução é capcioso: “Se és filho de Deus…”, como fora declarado pelo Pai no batismo (3,17).

A primeira tentação diz respeito a uma vida de privilégios; privilégios da filiação divina, como transformar pedras em pão. Mas Jesus está consciente que a filiação divina não lhe imputa privilégios, mas deveres de fidelidade (cf. Mt 5,43-48). Tal como é perfeito o Pai, assim o seu Filho. Israel, o filho de Deus, esquecera-se disso no deserto e pedira privilégios: “Estamos com sede; estamos com fome; estamos cansados deste alimento… queremos ser tratados como o filhinho do papai, queremos ser poupados da vida e de suas durezas!”. E por isso, Israel fora provado e reprovado! Mas Jesus não. Sua resposta é imediata: “Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Dt 8,3). O que sustenta os filhos de Deus na jornada da vida não é a força do pão cotidiano (ainda que este também seja necessário e bom), mas é a palavra consoladora de Deus que nos alimenta e nutre, preparando-nos para os embates da vida. Jesus tira de letra essa tentação.

A segunda tentação diz respeito não só a usar de privilégios de Filho, mas a provocar o Pai, a forçá-lo a fazer o que nós queremos, tomando como base sua promessa, sua palavra fiel que não pode voltar atrás. O diabo, levando Jesus à Cidade Santa (quem disse que a Cidade Santa não é lugar de tentação se equivoca), coloca-o no ponto mais alto (v. 5) e lhe manda pular de lá, confiante na promessa divina, a proteção dos anjos (v. 6 – cf. Sl 91,11-12). Ora, tentação danada esta, ainda presente na caminhada hoje. Nós e Deus trocamos de lugar. Nós ordenamos; ele obedece constrangido por sua própria palavra. Mas, se o tentador é fundamentalista e não sabe fazer hermenêutica da Escritura, esse não é o caso de Jesus. Ele, o Filho, ouve não somente as palavras ditas por seu Pai, mas o que elas significam. E para saber o que elas significam não basta sabê-las de cor como o tentador; é preciso sabê-las de coração. E a compreensão da Escritura vem por outro trecho da mesma Escritura: “Não porás à prova o Senhor teu Deus” (Dt 6,16). Se a vida nos prova, nem por isso temos o direito de provar o Senhor. Talvez esse direito que arrogamos a nós venha da falsa compreensão de que seja Deus quem nos prova. Ledo engano! Deus não prova nem tenta ninguém (cf. Tg 1,18) e Jesus sabe disso. A vida já tem tentadores suficientes.

A terceira tentação diz respeito não mais aos privilégios de Filho (não usa mais o argumento “Se és Filho… para seduzir”), nem à manipulação de Deus (não usa mais um trecho da Escritura para convencer). Ela diz respeito à troca definitiva e declarada de Deus pelo diabo. O diabo apela: quer ser adorado e vai direto ao assunto. Depois de ter levado Jesus para uma alta montanha (v. 8a), lugar privilegiado do encontro com Deus no AT, faz a ele sua proposta. E Jesus na montanha, em vez de se recolher do mundo para entrar em comunhão com o Pai, vai olhar os reinos do mundo e suas riquezas (v. 8b). E o tentador insiste: “Eu te darei tudo isto se caíres de joelhos para me adorar!” (v. 9), como se tudo fosse dele. Jesus não vacilou; sabe que tudo pertence a seu Pai e não ao diabo. Sabe que o diabo é mentiroso e se arroga direitos e poderes que não tem. Jesus, então, ordenou que satanás fosse embora, pois só ao Senhor ele adoraria (v. 10 – cf. Dt 6,13). Não há reinos que superem o Reino; não há poder que supere o poder da fidelidade e da obediência; não há prazer maior que fazer a vida entregue nas mãos do Pai. O diabo cansou de tanta fidelidade e se foi (v. 11). Afinal ele não tolera mesmo esse comportamento. E os anjos vieram e serviram Jesus: sinal de que o Reino de Deus se impôs e não o reino do tentador. A comunhão com o Pai será plena desde então.

 * * *

Jesus, como qualquer ser humano, deve passar pelas águas da vida, isto é, despojar-se de si próprio, amadurecer e crescer. Sua condição de Filho de Deus, reconhecida pelo Pai desde o começo da sua vida pública, não aceita privilégios. No deserto, essa renúncia aos privilégios fica ainda mais clara. Jesus foi provado e aprovado, bem diferente do povo no deserto. Hoje, não cessa de nos interpelar a Escritura à mesma fidelidade de Jesus.


Estudo anterior: 8. O precursor (Mt 3,1-12)
Próximo estudo:  10. O Reino se aproxima; o Reino chama;
o Reino chegou (Mt 4,12-25)

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