das fainas do amor eu já desisti.
não desisti da poesia,
ainda insisto em deixar desprender de mim algum verso.
não escrevo como gostaria
nem quanto gostaria de escrever.
também nunca amei como devia
nem fui amado como gostaria.
a vida é isso da insatisfação,
da vontade e do desejo.
eu me pego, às vezes,
pensando em escrever um livro,
mas desisto logo em seguida,
com medo de não vender nenhum exemplar pra desconhecidos.
que só meus amigos e parentes folheiem as páginas
e depois o coloquem na estante da sala para exibição
e nunca para o objetivo principal, gastar as palavras.
meu dia preferido é domingo
mesmo que esteja maculado de lembranças não tão boas.
se eu tivesse um namorado namoraria,
mas, agora, eu só sonho em escrever um livro
e isto me consome noite e dia.


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