Amar-te é redescobrir a vida
é conhecer pé de jiló depois de grande.

É sorver o cheiro ocre do curral.
É chupar mexerica no pé, outrora conhecida somente como bergamota.
É diferenciar o som da queda do abacate, entre tantos ruídos.

É desejo de rolar em grama molhada,
é lual em roda de fogão de lenha,

é vida que desacelera em começo de tarde,
e fim de noite com ruído de chuva.


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