Numa pequena cidade do interior havia um pobre mendigo. Fazia o que todo mendi­go faz: dormia nas calçadas, pedia pão e roupas velhas, que é o que todo mundo dá. Ganhava essas coisas e as colocava dentro de sua sacola. Nos dias bonitos de sol, ele se sentava na praça, estendia sua roupa no chão para secar. Pegava o pão velho e amassava-o com uma pedra que ele trazia no saco. Feito o trabalho, comia como se fosse uma farinha. Era um mendigo que não incomodava a ninguém, até gostava de conversar e brincar com algumas crianças.

Assim levava a vida. Quando ele demorava para aparecer, o povo sentia falta. Ele, porém, mais cedo ou mais tarde sempre chegava.

Porém, num dia muito frio, o mendigo não apareceu. Estava morto! Foi achado no começo da rua principal. O povo correu para ver o homem morto. Do lado dele estava a sacola e mais nada.

O povo, cheio de dó, ajeitou o enterro e o levou ao cemitério.

Um jovem curioso revirou a sacola e gostou da pedra que o mendigo usava para amassar o pão velho. Levou-a para sua casa. Ao lavá-la, descobriu que era uma pedra preci­osa: Um diamante. Todo o dinheiro da cidade não dava para comprá-la.

Por isso, saiba distinguir o que realmente tem valor e fique firme nos bons propósitos, sem desanimar…


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