Normalmente, a visitação das famílias acontece bem antes de começar o ano. Quando a gente vai reorganizar a catequese, colocando-a no projeto da Catequese Permanente, é necessário um tempo para preparar tudo. Tendo visitado as famílias, as fichas de inscrição serão recolhidas pela coordenação da comunidade. Cria-se um banco de dados no computador (modelo nos anexos), num desses programas que permitem fazer planilhas, catalogar informações, classificar os dados, gerar listas etc. Por meio da ficha de inscrição, qualquer pessoa minimamente entendida de computação saberá abrir esses arquivos e fazer esse trabalho. Vamos tentar anexar também um arquivo com o modelo de um quadrante (modelo nos anexos), que é uma lista de chamada para controle da coordenação e do catequista com os dados dos catequizandos. Outra possibilidade é criar um programa que contenha funções diversas que podem ser úteis à catequese, além desse banco de dados: gerar e-mails, fazer lista de frequência, criar grupo de Facebook, postar pequenos artigos etc. Tudo vai depender das possibilidades da paróquia nesse campo da informática. Ao ajuntar as turmas, a pessoa responsável deve se lembrar que também as inscrições ficaram abertas na paróquia: no site ou na secretaria paroquial. Tudo deve ser agrupado “para que nada se perca”, como disse Jesus nos Evangelhos.

Os dados de cada comunidade devem ser listados de forma que uma comunidade possa ter acesso a outra. Ao organizar as turmas, vai haver criança que não pode no horário de sua turma e vai precisar ser transferido para outra, algumas vezes, para outra comunidade. Logo, os dados devem estar organizados por comunidades, mas de forma que elas se intercomuniquem num grande arquivo. Isso é fácil de fazer num desses bancos de dados do computador.

Os dados dos inscritos deverão ser catalogados por idade, por módulo e por endereço (tabela das idades nos anexos). Quanto mais próximos os participantes de uma turma de catequese, mais fácil para o catequista, mais fácil para as crianças, maior possibilidade de crescer em comunhão se todos se esbarram todos os dias na mesma escola, nas atividades lúdicas, no campinho de futebol etc.

Uma boa turma deve ter uns 25 participantes. Não se assustem: não é grande! O catequista deverá se lembrar que nem todos vão continuar, mesmo com toda a insistência dele. Quando os pais inscrevem as crianças para a catequese, o nível de participação costuma ser bem maior. Lembremo-nos que, na Catequese Permanente, é a Paróquia quem foi às casas por meio dos visitadores para convidar. Muita gente se inscreve por educação ou sem a pretensão real de participar. De todo modo, não foi tempo perdido. Muitos que jamais viriam sem essa visita vão passar a participar. Há ganho considerável quando a visita é feita; ganho não só em número, mas também em atividade missionária. Lembramos que uma turma muito pequena não é coisa boa. A catequese permanente trabalha com muitas atividades lúdicas e elas são previstas pra turmas com mais de 12 ou 15 pessoas. Turmas muito pequenas não têm graça, não têm animação. Um número bom está entre 15 e 20 catequizandos.

As turmas serão organizadas em módulos. O que é um módulo? Um módulo corresponde a um livro da coleção Catequese Permanente, pensado para um ano de catequese. São trinta e dois encontros, organizados em quatro etapas. Cada etapa possui sete encontros que seguem o roteiro “acolhida – oração – palavra de Deus – atividade – oração – despedida” e um encontro que é uma celebração, uma pequena liturgia celebrada pelos próprios catequistas. Ao longo do ano, teremos quatro celebrações. Com isso, a turma vai aprendendo a celebrar, a mensagem do evangelho vai sendo difundida de forma mistagógica e vamos recuperando os itinerários do Catecumenato, das origens da Igreja.

Esses módulos são pensados para um ano de trabalho. Normalmente, a gente começa em fevereiro (se a vida só começa depois do carnaval, que seja!) e vai até o final de junho, dando conta de duas etapas. Recomeçando em agosto, pois em julho não convém forçar a barra e marcar catequese por causa de férias escolares, a catequese vai até final de novembro. Dá para trabalhar um livro inteiro sem problemas, com previsão de alguma folga, pois sempre há alguma semana, como Semana Santa, festa de padroeiro etc. na qual não é possível fazer catequese. Se um módulo dura um ano, logo, no ano seguinte, o catequizando que esteve no módulo 1 vai para o módulo 2 e assim por diante. Haverá sempre um livro novo (ou um outro módulo mais avançado) para a turma prosseguir sua caminhada no próximo ano. Por isso, o projeto tem o nome “Catequese Permanente”. Essa catequese não é um curso previsto para acabar. É um discipulado sempre a ser feito, um caminho a trilhar.

Sobre a organização das turmas em módulos, falaremos no próximo artigo.


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