como é doce a solidão da espera…
não te aprisiono, te quero livre,
livro aberto, escrevendo histórias, 
longe dos versos que eu já te fiz.
não me desdenhes nem se queixe de mim.
se te disse que amava,
foi porque não sinto somente dentro,
mas amo dizendo, versando poemas.
serei peregrino nas madrugadas de lua,
nas manhãs orvalhadas
e dias imensos de calor,
mas porque não quero ser peso,
mas leve lembrança de um gracejo bom
aos teus musicais sentidos.

Fotografia: Roberto Cardoso


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