Vazias, mitigando

A dor.

Imprecisas, disfarçando

A verdade.

Duras, castigando

A carne.

Silenciadas, violentando

O espírito.

Estancadas, ou

Sangrando.

Minando,

Gotejando ou

Paradas.

Aprisionadas em meu grito,

Esse que sobre os montes e os telhados lanço.

E que não são ouvidas senão pelo vento

E repetidas pelo eco maldito

Que não cala

As palavras que digo.

Ou sou.

Sou milhares de palavras desorganizadas

Que não fazem texto.

Nem poema.


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