Se, no caminho para tua Damasco,

Uma voz suave e mansa escutares

A te chamar pelo nome

E, depois firme e forte, ela te repreender,

Por caminhos tortuosos percorridos,

Se uma luz de brilho intenso,

Maior que teus olhos puderem suportar,

Cego de tanto brilho te deixar,

Deixa-te seduzir,

Entrega-te à generosidade que te persegue.

É o Ressurecto dentre os mortos a te visitar

E a pedra de teu sepulcro ele já terá removido.

Mas, se como por encanto

Se mostrar apenas como Crucificado

e de ti depender para ser anunciado,

Não estranhes!

Entrega-te a esta missão!

Faze-o porque o evangelho é graça.

E faze-o com graciosidade,

Pois, dentre todas as riquezas,

Não pode haver maior preciosidade.


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