Por que me castigas, amor, com tuas mil espadas e torturas?

Por que me flagelas com teus cravos e espinhos?

Por que escapas fugidio entre meus dedos e suspiros?

Por que me negas tua presença, enquanto a busco, faminto?

Por que não calas meus porquês?

Fala amor, algo, ao menos…

Fala-me teus nãos, já que teus sins não vêm.

Olha-me e já me sentirei primavera…

Ou vá, para sempre…

Não me encantes com teus singelos e indescritíveis vestígios,

Para depois lançar-me na busca irrisória de teus resquícios.

Vá para sempre e deixe-me aqui,

Emudecido,

Chorando,

Tua ausência definitiva.


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