Lancei as redes
Uma noite inteira
E nada.
Uma e outra vez
Nas águas paradas,
E nada.
Ouvi então
sua palavra.
Deixar as águas
Rasas.
E as redes desceram
Fundo.
Puxei-as
E nada.
É tua voz que escuto?
É tua voz que escuto?
Vou lavar as redes,
Às margens,
Com lágrimas.


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Próxima poesia: em breve…
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